Caminhar na rotina dos dias é viver intensamente o presente, seja ele como for é dádiva da existência. Intenso pela correria que entonta a sociedade de hoje, que chega mesmo a estranhar os momentos de calma. Rotina que atravessa acontecimentos e objetivos diários que compõe a vida humana.
Caminhar na escalada de cada semana, é ser surpreendido no mundo onde já nada surpreende. É ler noticias que transmitem o local e o nacional, que avançam descobertas, que calcam monotonias, que não mudam num país onde o erro é uma tecla por vezes encravada para o desenvolvimento e para a mudança de estratégias.
Caminhar no somatório dos meses é festejar as estações cada vez mais apressadas, numa mistura de extremos. É acompanhar a vida sem que o tempo nos deixe pensar nela, vendo-a passar. É ver o incremento dos conflitos sem sinais de paz, com faces de interesse e ódio. É assistir à transformação gradual do poder e dos poderosos.
Caminhar a cada ano, é vivenciar a mudança de calendário num ato de gratidão e de festejo.
Entre dias, semanas, meses e anos também os projetos perduram, nesse desenrolar de objetivos e missão. Pela informação, marco na imprensa regional e na história nacional, alguns deles chegam a velhinhos, velhos sem idade, apenas se transformam e revigorizam.
Folhear os anos de “O Despertar” é mais do que passar as mãos em centenas de páginas, é sentir o efeito da longevidade, da força da esperança e do verbo Acreditar. É a prova de que os homens são imortais e que a vida não é só um caminho. Desde os seus fundadores até à atualidade o projeto editorial é a linha conectada entre todos os que o fizeram chegar aos dias de hoje. Cento e nove anos é mérito de muitos, é louvor de uma cidade e de uma região que não o deixa, é voz viva e gritante de um membro de família que nos visita a cada sexta-feira, com informação, cultura, e demais palavras que enchem a semana.
Um jornal que acompanhou a evolução do mundo, entre guerras, pestes, revoluções, desordens e feitos, noticiando e criticando para uma construção comum. Cada ano que se soma é a prova de que a dificuldade é um lema de luta na sobrevivência do papel, mas o leitor é que destina o caminho de qualquer jornal e este é mais do que um jornal, é fiel em cada casa que entra, em muitos casos herança de gerações.
Muitas palavras sucederiam, pois a história é grande, os nomes são muitos, os acontecimentos são os que nos trouxeram até hoje. Assim fica o desejo de continuar a somar História e nomes, muitas letras e boas leituras.
A toda a equipa, ao seu diretor, colaboradores, e a todos os leitores, uma saudação especial por mais um ano fazendo acontecer Despertar cada edição destas folhas sem idade.