Foi perante o auditório completamente esgotado do Coimbra School/ISCAC que a Professora Cândida Malça tomou posse, na passada quarta-feira (16), como nova Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra para os próximos quatro anos. Sucede a Jorge Conde, que agora cessou funções após um período de oito anos em que ali desenvolveu meritório trabalho, dando uma nova notoriedade e relevância ao ensino politécnico em Coimbra que no país, e em Coimbra também, tem vindo a abrir as portas a cada vez mais jovens que desejam aceder ao ensino superior.
Cândida Malça é a primeiro mulher a presidir ao Politécnico de Coimbra (é Professora da casa) e a equipa que consigo tomou posse é constituída por outras nove senhoras e quatro homens. O seu discurso de posse não foi de mera circunstância e revelou uma presidente muito determinada, conhecedora da realidade do politécnico não só a nível interno mas fundamentalmente do papel que previsivelmente poderá vir a desempenhar na evolução do ensino superior.
Traz consigo um projeto de afirmação e crescimento ambicioso, a começar pela reestruturação dos cursos dos 1.º e 2.º ciclos e o reforço da oferta formativa do 3.º ciclo, para melhor poder responder às “necessidades do tecido empresarial, das instituições prestadoras de serviços e da sociedade em geral.”
Apresentando uma vasta agenda de projetos e medidas a tomar, um verdadeiro programa de ação, recuperou a ideia que vem de Jorge Conde de o Instituto se afirmar cada vez mais como “Universidade Politécnica”, abordando também os doutoramentos diferenciadores “que promovam a investigação aplicada e a partilha do conhecimento” que tenham efetivo e real impacto na sociedade e no mundo empresarial.
O Instituto Politécnico de Coimbra inicia aqui um novo ciclo e é justificada a expetativa com que a região aguarda o desenvolvimento do ensino politécnico no centro do país, que, como se sabe, é ministrado em Coimbra por cinco Escolas e mais uma – de importância fundamental para a zona mais a interior – em Oliveira do Hospital.