A partir de hoje e até domingo (de 6 a 9), a cidade de Coimbra volta a celebrar a diversidade cultural dos países de língua portuguesa com o regresso do Festival Sons, Saberes e Sabores da Lusofonia. Nesta sexta edição, o evento muda-se para o Terreiro da Erva, que até aqui se realizava no Parque Manuel Braga, prometendo três dias recheados de música, literatura, gastronomia, dança e encontros improváveis.
A mudança de local não é apenas logística, mas simbólica. Segundo João Francisco Campos, presidente da União das Freguesias de Coimbra, a escolha do novo espaço é “um sinal claro da aposta na revitalização da Baixa”.
Rui Amado, programador do festival e secretário-geral da Casa de Angola em Coimbra, reforçou a importância da iniciativa. “É uma ocasião de alegria, que é inclusiva, integrativa e que envolve as comunidades lusófonas em Coimbra e que promove a divulgação da sua cultura e da sua gastronomia à comunidade de acolhimento”, afirmou.
Cultura que se ouve, se prova e se sente
O festival arranca hoje com a inauguração das Tendas dos Sabores às 19h00, seguidas de atuações do Coro BAIXAàVOZ e DJ Chimuadas. Amanhã e domingo, a programação arranca às 12h30 e estende-se até à noite, incluindo concertos de artistas como Alex Lima (Brasil), Filipe Chiolo (São Tomé e Príncipe), encontros literários com escritores como Olinda Beja, Wagner Merije e Greta Rocha, desfiles de moda, danças tradicionais e performances espontâneas.
Ao todo, vão estar patentes 13 barracas representando os sabores e saberes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Na ementa, pratos como calulu, matapa, muamba ou cachupa convidam à viagem sem sair de Coimbra.
Mais do que festa: um compromisso com a lusofonia
Para o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, o festival é uma afirmação da cidade enquanto capital da lusofonia. “Pretendemos cada vez mais promover a lusofonia e que Coimbra se assuma como uma capital da lusofonia, representando a integração, a reconciliação com o passado, mas sobretudo a vontade de construir um presente e futuro comuns”, destacou.
Para o autarca, momentos “que proporcionam a troca”, como é o caso deste festival, são “extremamente importantes” e “particularmente acarinhados” pelo município, entendendo que o evento também contribui para a revitalização da Baixa.
O evento é promovido pela União das Freguesias de Coimbra, com o apoio da Câmara Municipal e várias associações comunitárias.
Com entrada livre, o festival decorre hoje das 19h00 às 00h00, e no sábado e domingo entre as 12h30 e as 23h00.