4 de Agosto de 2021 | Coimbra
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Coimbra é Capital Europeia da Economia Social em 2021

1 de Abril 2021

Coimbra é uma das cinco cidades portuguesas que recebem o título de Capital Europeia da Economia Social em 2021, sendo a escolhida para acolher, no último trimestre do ano, o Encontro Ibérico de Economia Social, centrado nos temas do desenvolvimento local, regional, transfronteiriço e da internacionalização, entre outras iniciativas.

A apresentação da rede e a assinatura do contrato de compromisso dos cinco municípios escolhidos – Coimbra, Braga, Cascais, Sintra e Torres Vedras – decorreu na segunda feira, no Palácio de Queluz, em Sintra, durante a conferência “O papel da Economia Social na criação de emprego e na implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais”, integrada no programa oficial da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

“É uma honra e um gosto integrar a rede de cidades que em 2021 acolhe o título de Capital Europeia da Economia Social”, sublinhou na ocasião o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, destacando que “é importante que seja uma capital polinucleada, baseada e sustentada na capacidade de cada um dos nossos municípios e, sobretudo, no entusiasmo que temos em trabalhar para o bem comum”. O autarca destacou, ainda, o trabalho do poder local democrático no combate às desigualdades sociais, sobretudo hoje, com as dificuldades económicas e sociais levantadas pela pandemia.

Manuel Machado realçou, também, a importância da “efetiva inclusão social das pessoas, nomeadamente de grupos mais vulneráveis”, da criação de “medidas de proteção social, com uma maior proximidade do Estado aos cidadãos”, da promoção “da economia do terceiro setor” e da aposta no empreendedorismo social. “Tudo isto já é sabido. Mas hoje é ainda mais importante que seja praticado”, considerou.

Manuel Machado recordou que em Coimbra estão sediadas cerca de 300 organizações da economia social, “que desempenham, em articulação com a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia, um trabalho notável”. “Neste último ano, em que a crise pandémica trouxe também associada uma crise económica e social que vai perdurar, foi a nossa rede que primeiramente deu uma resposta real às pessoas, para que não passassem fome, para que não ficassem sem água, eletricidade e gás, ou para que não dormissem ao relento”, afirmou.

“O nosso Estado Social não seria o mesmo sem os municípios e sem o seu desassossego, que invulgarmente é notado no espaço público e mediático, pois optamos por fazê-lo dessa forma, mas que é o amparo de milhares de famílias por este país fora, seja pelo apoio prestado, seja pela importância que este setor já tem na nossa economia”, acrescentou ainda. Manuel Machado terminou o seu discurso garantindo que, em Coimbra, a economia social vai continuar a ser uma aposta da autarquia.


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