A Câmara Municipal de Coimbra aprovou a abertura de um concurso público internacional para a elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades do futuro Palácio da Justiça. A proposta representa um investimento base de 800 mil euros, totalizando 1,07 milhões com a revisão do projeto, a ser inicialmente suportado pela autarquia e posteriormente reembolsado pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ).
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara, sublinhou, durante a reunião do Executivo, que este é “um passo importante para Coimbra”, lembrando tratar-se de um processo herdado do anterior Executivo. O concurso, que será divulgado no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, estabelece um prazo global de 330 dias para a entrega do projeto, incluindo estudo prévio (120 dias), projeto de execução (210 dias), revisão técnica e assistência durante a obra.
O novo Palácio da Justiça deverá integrar um conjunto alargado de componentes técnicos, desde estudos geológico-geotécnico, levantamento topográfico, projetos de estabilidade, redes prediais, águas pluviais, energia, telecomunicações, segurança contra incêndios, AVAC [aquecimento, ventilação e ar condicionado], eficiência energética, automatização e controlo de edifícios, condicionamento acústico, planos de segurança e saúde, gestão de resíduos e acompanhamento arqueológico, entre outros.