19 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Coimbra acolhe bienal Manifesta em 2028

8 de Agosto 2025

Portugal será, pela primeira vez, palco da Manifesta, a bienal nómada europeia de arte contemporânea, em 2028. A cidade escolhida é Coimbra, que acolherá o evento numa edição especial, em cocriação com a bienal Anozero, um projeto cultural já enraizado na cidade desde 2015.

O evento terá um investimento global de oito milhões de euros, dos quais 50% serão financiados pelo Governo português, através do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, e os restantes 50% assegurados pelas entidades locais, doadores e patrocinadores. Entre os parceiros locais destacam-se a Câmara Municipal de Coimbra, a Universidade de Coimbra e o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) – as três entidades que também coorganizam a bienal Anozero.

A Manifesta, bienal nómada sediada nos Países Baixos, tem como caraterística deslocar-se a cada dois anos para uma nova cidade europeia, procurando criar ligações profundas entre a arte contemporânea e os contextos sociopolíticos e culturais locais. Coimbra destacou-se na candidatura por apresentar um modelo inovador de cooperação entre dois projetos distintos: a escala internacional da Manifesta e a dimensão territorial e crítica da Anozero.

Para Carlos Antunes, diretor do CAPC, o desafio agora é unir as duas bienais, com as suas diferenças de escala e de propósitos, numa edição colaborativa que poderá ser marcante no percurso de ambas. Destacou ainda que esta será uma edição mais enraizada no território, com preocupações locais bem definidas.

Dois temas principais já estão identificados para a edição de 2028: os incêndios florestais, como questão ambiental e social, e o património classificado, com particular atenção à Rua da Sofia, zona integrante do centro histórico de Coimbra, reconhecida como Património Mundial pela UNESCO, mas que tem sido esquecida em termos de reabilitação urbana e valorização cultural.

O projeto prevê criar um eixo cultural que ligue a Rua da Sofia ao rio Mondego e ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, promovendo uma nova vivência urbana e integrando arte, urbanismo e mobilidade. Esta visão é complementada pela expectativa de que, até 2028, o Sistema de Mobilidade do Mondego já esteja em funcionamento, permitindo uma requalificação mais profunda da cidade.

 


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