20 de Setembro de 2021 | Coimbra
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Carlos Cortes visitou Hospital Compaixão

17 de Janeiro 2020

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, considera que o Hospital Compaixão é “um projeto humanista e solidário para toda esta região que, mais uma vez, deverá merecer uma atenção redobrada do ministério da Saúde para se combater num país que tem duas vertentes na saúde, uma do litoral e outra do interior”.

Estas declarações foram proferidas no final de uma visita do presidente da SRCOM a esta unidade hospitalar da Fundação ADFP, de Miranda do Corvo, que se encontra concluída desde abril mas que continua à espera do necessário acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Este projeto é muito importante não só no contexto da região mas também na sua capacidade em aliviar outras importantes unidades de saúde, como os Hospitais Universitários de Coimbra e melhorar o SNS na sua globalidade”, acrescentou, considerando que “atenderá não só aos cuidados de saúde dos doentes mas também ajudará o próprio SNS”.

Acompanhado do presidente da Fundação, Jaime Ramos, e também do gestor hospitalar Carlos Filipe e da responsável pelo projeto, Gabriela Andrade, Carlos Cortes afirmou tratar-se de “uma obra impressionante que tem localização estratégica, numa área geográfica com carências em termos de serviços de saúde”. Sublinhou, ainda, que esta é “uma obra necessária e desejável e de grande utilidade para as populações desta região do Pinhal Interior”, manifestando o desejo de que as valências do hospital funcionem, para poderem “verdadeiramente servir a população”.

Carlos Cortes lamentou que, por questões administrativas, o Hospital Compaixão continue fechado. “Acho que é muito importante o ministério da Saúde não limitar a sua ação nos grandes centros urbanos e também colocar o seu olhar em zonas mais desprotegidas e carenciadas”, frisou.

Para o presidente da SRCOM, “tecnicamente o Hospital Compaixão possui as áreas fundamentais para a prestação de cuidados de saúde, demonstra uma organização estrutural adequada, com instalações e equipamentos de última geração e um bloco cirúrgico de fazer inveja a muitos outros hospitais”. Acrescenta, ainda, que “esta unidade propõe para a Rede de Núcleos de Convivência do Idoso (NCI) 30 camas e 10 de cuidados paliativos, o que é no contexto nacional uma preciosidade que não pode continuar sem abrir”. “Os Cuidados Continuados são uma lacuna, não há nenhuma cama destas tipologias em todos os concelhos do Pinhal Interior”, reforçou, recordando que “um dos grandes problemas do SNS tem a ver com os doentes que necessitam de sair dos hospitais de agudos e necessitam de encontrar camas nessa rede, perto da sua área de residência para poderem manter contacto mais próximo com os seus familiares”.


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