16 de Fevereiro de 2026 | Coimbra
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A caminho de novo ciclo

10 de Novembro 2023

À hora a que “O Despertar” se preparava para fechar esta edição o país aguardava com expectativa e ansiedade a decisão do Presidente da República sobre os passos seguintes para resolver a crise em que o país se viu mergulhado com a demissão inesperada do Primeiro-Ministro. Ouvidos os partidos políticos, que na sua generalidade se mostraram favoráveis a novas eleições, Marcelo Rebelo de Sousa esteve reunido ontem ao fim da tarde com o Conselho de Estado para se decidir pela solução que considerar adequada às circunstâncias. Solução que daria a conhecer ao país por volta das 20 horas de ontem, já “O Despertar” se ultimava na Gráfica.

Enquanto isso, as pessoas detidas no seguimento da investigação judicial em curso começaram a ser ouvidas pelo Juiz de Instrução Criminal que decidirá das medidas de coação a aplicar a cada um deles. Outras pessoas têm vindo a ser constituídas arguidas, pelo que este assunto, relacionado com suspeitas de corrupção e tráfico de influências confinantes com a concessão da exploração de lítio nos concelhos de Montalegre e Boticas (zona do Barroso) e com  hidrogénio em Sines, domina a actualidade informativa no nosso país, tendo tido também grande repercussão em vários países do mundo, em alguns dos quais António Costa gozava de reconhecido prestígio. Aliás, pela análise atenta do que se vai sabendo das investigações em curso, não se notam, pelo menos por enquanto, sinais evidentes do envolvimento do Primeiro-Ministro em actos de natureza criminal. Em termos políticos não será difícil reconhecer que lhe faltou mais determinação e maior exigência relativamente à postura pessoal e política de alguns dos elementos do seu Governo que de si dependiam e com os quais Costa terá tido tolerância excessiva, não condizente com as funções de uns e outros. Mas daí até se comprovarem actos ilícitos por si cometidos, poderá ir uma grande distância. Uma coisa é a capacidade política outra é a postura cívica.

Seja-nos permitido dizer, nós, “O Despertar” que dos diversos elementos de Coimbra, entre ministros e deputados, ninguém tem sido referido como suspeito seja do que for. As duas mais recentes Ministras, a Coimbra e à região ligadas – Marta Temido e Ana Abrunhosa – até prestigiaram em muito a sua função e dignificaram o chão onde nasceram e se fizeram pessoas de bem.


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