Morreu hoje o meu compadre e amigo,
De seu nome Machado.
Este homem bom, honesto, humilde,
Era um achado,
Neste mundo conturbado.
Tinha por ele uma consideração infinda.
O machado entrou na árvore, e a árvore morreu,
Após anos de sofrimento calado.
Alguém não o ouviu prostrado no cadeirão celeste,
Dormia, porventura, estava virado a leste.
A minha alma, agora que o vi partir,
Neste dia solarengo, escurece.
Rodopio sem tino como o girassol,
Que roda sem tino.
Olhem p`ra ele, vida que vira que vira,
Parece que chora chorando p`ra dentro.
O girassol eleva o Machado,
Para o seu lado solarengo,
Até um dia companheiro.