O terreno da Infraestruturas de Portugal (IP) situado na zona ribeirinha da margem direita, entre a desativada Estação Nova e a Ponte do Açude/ Coimbra B, vai ser transferido para a Câmara Municipal de Coimbra para a criação de um plano urbanístico com construção de qualidade para serviços, comércio, e sobretudo habitação a custo acessível.
O anúncio foi feito pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante a inauguração da nova linha do ‘metrobus’ entre Coimbra-B e a Praça da República, na passada terça-feira (15).
De acordo com o governante, o processo já foi instruído pela IP e está agora sob avaliação da Estamo, a empresa gestora do património do Estado. O objetivo passa por aproveitar o canal ferroviário desativado para requalificar o território urbano. Os terrenos associados à antiga linha da Lousã que atravessam a cidade deverão seguir o mesmo caminho e passar para a esfera municipal.
A presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, adiantou que o município pretende criar no local uma “unidade de execução”, com um “grande foco para a habitação”, nomeadamente no acesso à habitação acessível, integrando também áreas de serviços, comércio, espaços de cultura e restauração.
Miguel Pinto Luz reafirmou a vontade de replicar o sistema de autocarros a circular em via dedicada noutras cidades que serão servidas pela futura linha de alta velocidade. Sobre esse concurso, no troço entre Oiã e Soure, o ministro afirmou que a consignação estará para breve e, abordando os investimentos na região, afirmou que a IP deverá consignar também no espaço de dias ou semanas o concurso do estudo para a conclusão da A13, seja no nó de ligação ao IP3, a norte, seja a sul, na zona de Almeirim.
Leonel Serra, presidente da Metro Mondego, anunciou durante o evento que no final do primeiro trimestre de 2027 está prevista a abertura da fase C do metrobus, que faz a ligação aos Hospitais da Universidade de Coimbra e ao Hospital Pediátrico, com deslocações mais rápidas e cómodas para utentes e profissionais.
O responsável adiantou, ainda, que o Governo mandatou a Metro Mondego para realizar estudos, projetos e demais tarefas consideradas necessárias à expansão do sistema de mobilidade do Mondego, em dois novos troços urbanos na cidade de Coimbra, nos eixos Coimbra-Condeixa Nova e Coimbra-Cantanhede-Mealhada.