19 de Junho de 2026 | Coimbra
PUBLICIDADE

Martinho

ADEUS, BERINDES; OLÁ ALGORITMOS

19 de Junho 2026

Os termos de comparação entre os entretenimentos lúdicos das crianças e jovens, do século XX e os dos atuais, centram-se, grosso modo, na natureza do suporte físico, criativo e coletivo, para um modelo mais tecnológico, individualizado e sedentário, enquanto aqueles se desenvolviam no ambiente de rua e no tipo de estímulo de criatividade manual, devido à menor oferta de produtos industriais, em que as crianças e jovens criavam os seus próprios brinquedos com matérias simples – madeira, pedras, latas, restos de tecido, etc. -, cujo espaço e dinâmica social era marcado por atividades ao ar livre, geralmente em espaços públicos ou adjacentes às habitações, contribuindo para o seu desenvolvimento físico, motor e da saúde, na socialização direta e consciência de grupo.

Estas atividades lúdicas diferenciavam-se de região para região, sendo que em quase toda a zona norte cultivavam-se específicas atividades lúdicas, como: esconde – esconde; pega – pega; jogo do botão; volta a Portugal, em miniatura, com o uso de um berlinde; uso das fisgas, para atirar aos pardais e acertar na muche do alvo; construíam-se carrinhos de madeira, de três rodas, conduzidos, individualmente, por um elemento da equipa, nas descidas, e empurrado por um companheiro, em plano; o jogo da “choca”; à bola de farrapos; corridas a pé; subidas aos postes e às árvores, para avaliar a destreza de cada um; o jogo da “macaca” (da preferência do sexo feminino); corridas com arco, que se fazia rodar com uma gancheta, etc., etc.

No século que decorre, a modernidade trouxe brinquedos tecnicamente evoluídos e acabados que, segundo alguns especialistas, podem reduzir a necessidade de as crianças e jovens imaginarem o objeto desde a sua base, focando-se mais na manipulação do conteúdo digital, beneficiando do estímulo à cognição, funções executivas, literacia digital e familiaridade com novas tecnologias. Existem, no entanto, semelhanças que persistem, como os jogos clássicos – futebol, ciclismo, corridas pedestres, cubo mágico, etc.; mas os desafios atuais focam-se no sedentarismo, associado ao uso excessivo de ecrãs; de manipulação de jogos no telemóvel, numa sedentariedade exaurida e na exploração de práticas diversas graves, absolutamente nada recomendáveis para a sua idade:

Ingerem quantidades exageras de álcool (cerveja, vinho, bebidas alucinogénias e, circunstancialmente, estupefacientes), o que contrasta radicalmente com as atividades lúdicas saudáveis, ao alcance das bolsas dos pais, e que lhes asseguravam maior tranquilidade, nos momentos de lazer e no seu aproveitamento escolar; consomem um produto em expansão conhecido por Snus (um composto de tabaco húmido em pó, originário da Suécia, que é colocado diretamente na boca, entre o lábio e a gengiva, onde a nicotina é absorvida pela mucosa e, ao contrário dos cigarros, não requer combustão e não produz fumo).

Os principais riscos e efeitos desta substância nos jovens, incluem: dependência rápida, danos no desenvolvimento cerebral, impacto na saúde oral, sintomas de intoxicação, aumento da frequência cardíaca (taquicardia), etc.    Acresce ainda as horas passadas nas redes sociais, no TikTok e outras. Se pensam que os filhos estão mais seguros, talvez isso não acontece, os perigos entram via one line.

É, portanto, absolutamente imperativo, como missão dos pais e/ou encarregados de educação, que procedam a uma vigilância cerrada, tanto auscultando os professores nas escolas como também seguindo de perto os seus passos, numa tentativa de debelarem esta calamidade, enquanto é tempo…

Cfr. google e outras dicas franqueadas).


  • Diretor: Lino Vinhal

Todos os direitos reservados Grupo Media Centro

Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D - Eiras 3020-430 Coimbra

Powered by DIGITAL RM