O Festival Literário do Interior – Palavras de Fogo, que vai na sua nona edição, está a decorrer até domingo (10) nos concelhos de Arganil, Lousã, Condeixa-a-Nova e Coimbra.
Com o tema central “Genocídios, o interior negro da Humanidade”, a iniciativa pretende promover a reflexão através de apresentações de livros, oficinas de escrita criativa e mesas-redondas. A abertura decorreu ontem na Biblioteca Comendador Montenegro, na Lousã, com uma palestra da escritora Cristina Robalo Cordeiro sobre a literatura e as imagens do Médio Oriente.
A Lousã vai acolher uma mesa-redonda sobre inteligência artificial e literatura, a apresentação do livro “Descrição do princípio do mundo”, de António Pedro Pita, e o lançamento do novo romance da organizadora do festival, “Poder Absoluto Caravanas de Liberdade”, que contará também com um momento de música flamenca.
Ainda no concelho, haverá o 12.º “Jantar da Fraternidade – Lousã Com Zeca Afonso”, na sede do Rancho Estrelinhas da Ponte do Areal, com música e poesia.
Já Arganil irá acolher a sessão de encerramento, no domingo, com a apresentação do livro “Turismo Literário: Construção e Exploração de Roteiros”, de Sílvia Quinteiro e Maria Mota Almeida, terminando com uma degustação do bucho de Arganil e um almoço comunitário.
O concelho de Condeixa-a-Nova recebe uma conversa entre a escritora cabo-verdiana Zaida Sanches e a diretora da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, sobre políticas de promoção de leitura naquele país africano.
Zaida Sanches esteve já ontem no Estabelecimento Prisional de Coimbra com o tema “À espera da liberdade”.
O festival, que antecipou a sua realização para maio para envolver a comunidade escolar, contará ainda com momentos gastronómicos e musicais.
Fundado em 2018 como resposta aos incêndios de 2017, o “Palavras de Fogo” continua a consolidar parcerias internacionais, reforçando este ano os laços com Cabo Verde.
O evento conta com uma agenda robusta que une nomes como Margarida Fonseca Santos e António Pedro Pita, reafirmando o interior do distrito de Coimbra como um palco dinâmico de partilha literária e intervenção cultural.