25 de Junho de 2026 | Coimbra
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Martinho

RIR É UM BÁLSAMO PARA A SAÚDE

25 de Julho 2025

Depois de um interregno, não desejado, de alguns meses do convívio com os amigos preferenciais, empáticos, interessados na leitura das notícias, as que estão consolidadas ou consistentes e outras bombásticas, mas que não estejam contaminadas de ideologias balofas, veiculadas por alguns media populistas e extremistas, e eis senão quando quase se me ofuscava a atenção da alteração do logotipo do meu predileto Semanário “O Despertar” para o novo “jornal o despertar”, soberbo e diligente pela dedicação da sua Exmª. Diretora, tendo-me, contudo, causado uma ténue nostalgia o novo frontispício, que apagou da minha memória aquele que perdurou por longos anos. Mas não querendo permanecer no imobilismo, rendo-me ao progresso das ideias e calo- me perante esse singelo passo para a modernidade!

Felizmente que a rubrica das “Anedotas” se mantém, com as quais me continuarei a deleitar. Mas confesso que senti um passageiro impacto, que rapidamente me conformou, até por que as ciências humanas ensinam-nos, ajudam-nos a resolver os problemas afetivos, reais e complexos e a refletir sobre o carácter e a sensibilidade de cada cidadão, dado que não é possível mensurá-los pelo mesmo diapasão, certo como é que cada indivíduo reage de acordo com os seus princípios, formação moral e ética, cultural, etc. Daí que no capítulo das “Anedotas” as opiniões serão díspares, isto é, convergentes ou divergentes, consoante o carácter, a bonomia, a aceitação ou rejeição de cada um, mas prevalecerão sempre aquelas que estão despidas de preconceitos. É óbvio, que muitas ou quase todas envolvem o esperado e salutar quid “brejeiro” – tempero que condimenta a sua razão de ser – e que pontificam em grande parte dos jornais, sem que conste qualquer contestação à sua divulgação.

Não há dúvida de que o despertar da curiosidade de muitos leitores para espevitarem o humor que gera a sua alegria, entusiasmo e vontade de continuarem a viver – tantas vezes amordaçada pelas agruras de uma convivência social deveras heterogénea e da falta de motivação que proporcione esse bem-estar-, arrasta o indivíduo para o isolamento, compenetração excessiva e triste. Portanto, notei apenas uma pequena alteração no logotipo das anedotas, na sua arrumação e na da disposição do texto que, na minha modesta opinião, empobreceu o destaque que, de imediato, “saltava” aos olhos dos seus prediletos leitores.

Logicamente que estes não devem, nem têm o direto de, interferir em qualquer decisão da Direção de tão prestimoso e acarinhado Periódico. Era o que faltava!!! Esta ousadia é um simples e humilde desabafo de um leigo na matéria e nada mais. Portanto, aplaudamos a sua consistência e cantemos, como manda a tradição popular:

“Hei de cantar, hei de rir, hei de ser muito alegre, hei de mandar a tristeza pró diabo que a leve”.


  • Diretor: Lino Vinhal

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