Não frequentando o Parque Tecnológico (Iparque), de Coimbra, porque nada convidativo, fizemos-lhe uma visita aleatória, em finais de Dezembro último, e continuámos esclarecidos acerca da sua degradação, pelo que solicitámos a alguém, frequentador assíduo, que fotografasse alguns dos locais mais expressivos, mas como abundavam, deles fez uma pequena seleção que nos ofertou.
Por ironia do acaso, lemos posteriormente um artigo sobre a tomada de posse do novo conselho de administração do Iparque (C.A.) em 05/05/2022, cujo presidente, naquela oportunidade, afirmou que “entre outras prioridades era a “segurança”, dando como exemplo as corridas noturnas e outro tipo de delinquência que existe e que tem de ser resolvido o quanto antes””. E continuou:
”Outra situação a merecer a atenção do novo C.A. são os espaços verdes, que têm que ser mais bem tratados porque quem vai ao Iparque fica mal impressionado – é preciso garantir que os espaços verdes são cuidados e que há quem seja capaz de assumir essa competência, seja a CMC, a J.F ou o próprio IParque “. Afinal alguém estaria a sacudir a água do capote, ou todos a terão sacudido, pelo andar da carruagem…!
Desde que o Dr. Ricardo Lopes, empresário, assumiu a presidência do C.A., não há dúvida de que, de então até hoje, ele e a sua equipa deram corpo àquelas suas preocupações porque os ditos espaços verdes estão muito mais desenvolvidos. Arbustos, tojos, cardos e herbáceo cresceram, ficaram mais verdes, espessos e robustos e invadiram passeios, arruamentos, lugares de estacionamento, bancos de repouso ou lazer, caldeiras das árvores, causa de algumas terem secado, etc.
Desconhecem-se as motivações, sendo que a manutenção daquele “matagal”, tal como se apresenta, poderá ter as suas vantagens – proporcionar uma maior privacidade aos delinquentes de crimes ou aos de atos amorosos indecorosos, porque os recantos, invadidos por essa frondosidade, dão-lhe a necessária proteção (cfr. fotos anexas que ilustram, em parte, os factos descritos).
Não enfileirando na paixão dos detratores, porque louvamos os bons administradores, temos de lamentar que as exceções ainda proliferam e que o Sr. presidente do C.A. é delas um exemplo, porque os resultados do seu exercício naquela área, até esta data, estão bem retratados em tão triste panorama, aliás, podendo até levar a pressupor, por analogia, os êxitos ou inêxitos da sua condição prévia de empresário profissional?