Dizia o Sr. p. C. M. de Coimbra que a estátua era uma homenagem à mulher de Coimbra e à efígie lendária do brasão da cidade, valorizando aquele espaço público, tornando mais agradável uma entrada em Coimbra, e dando acesso a uma zona classificada Património Mundial da Humanidade o que, como é óbvio, falhou.
Claro que os gostos não se discutem, mas a perspetiva de cada cidadão não deve ser postergada, porque é da divergência de opiniões que se alteram as decisões. Eis a razão de estarmos legitimados para tecermos considerações sobre a estátua (uma amazona atolada em cascalho, braços caídos em pose de desânimo e de vencida, num pedestal tosco que a desfavorece ainda mais), mas não já aos seus atributos e façanhas, sobre o pai e o futuro marido, porque é tema mais que saturado nos jornais e nas redes sociais, com opiniões que se estendem dos gratificantes elogios ao feito até às críticas severas, a comprovar o dissenso sobre uma única causa.
Mas, como diziam os romanos “quod abundat non nocet”. Porém, de acordo com várias opiniões, empobrece e desconvida quem vai de passagem ou se dirige ao centro da cidade. É para nós uma aberração apodar o espaço de praça – sem iluminação a preceito, sem bancos de repouso ou lazer, sem árvores a enriquecer o ambiente, enfim, um local desguarnecido.
Também lhe chamam rotunda, mas a sua configuração não a identifica como tal – nem é redonda nem sequer oval, embora confunda os automobilistas. É um retângulo rombudo, uma cercadura a proteger um objeto, um estorvo para a circulação auto e para os peões que, por vezes, se confrontam com os motoristas a circularem com os sinais luminosos intermitentes, sem respeitaram as prioridades, diversas das regras das rotundas, a provocar confusão de trânsito, em consequência da sua constante interrupção.
A proeza é demasiada para o espaço disponível (provocando o afunilamento a partir do “largo”, no sentido norte-sul) para comportar mais uma faixa de rodagem para quem se dirige à rua Simões de Castro, porque o obstáculo, que surge “ex abrupto”, leva os condutores que circulam indevidamente na faixa central a posicionarem-se de, emergência, à frente dos que já ocupam a faixa da esquerda, causando frequentes acidentes, o que era evitado se os “técnicos” tivessem proporcionado o espaço à sua dotação, com as faixas de rodagem necessárias para o devido escoamento do trânsito, na avenida que é a espinha dorsal da cidade.
Martinho