
(Foto-Fonte: Hotel Urgeiriça)
I
Ó Hotel Urgeiriça, estimado,
És meu património edificado.
Tens um «charme» próprio, discreto,
Diverso.
Ó hotel com história, estórias,
Memórias,
De hoje e d’outrora,
Que se cheiram, vêem e ouvem,
Dentro de ti e de fora.
II
Vejo reminiscências de urânio feitas,
Ouço testemunhos suados,
De trabalhadores joeirando riquezas,
P`ra aliviar a(s) sua(s) pobreza(s).
Olho a mata, cheiro teus jardins,
Teus cedros, oliveiras, carvalhos, roseiras…(alecrins),
Onde «chilreiam» inúmeros pássaros, de tal sorte,
Que no pretérito, ali foram ouvidos por ingleses do norte.
III
Ó Hotel Urgeiriça,
Aqui sempre me senti bem,
Repetidas vezes também.
Se não voltar,
Ficarás em mim como um refúgio,
D’alma, o tal prelúdio,
De Mozart ou Chopin.
IV
Ó Hotel Urgeiriça, hoje, vou por-me à estrada,
P’ra mais uma caminhada,
D’minha vida já longa e viajada.
De ti me despeço,
Será que regresso?
V
Muito mais te queria dizer,
Mas não sei bem escrever,
P’ra muito, muito mais, tua história descrever.
Observação: No último artigo meu, aparece o nome de Alves Redol, por uma vez designado.
É lógico que desejava dizer José Régio, a quem dedico o artigo. A todos, peço desculpa pelo lapso.