23 de Maio de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

TESTEMUNHOS: Viagens I

1 de Setembro 2023

(Foto-Fonte: Hotel Urgeiriça)

I

Ó Hotel Urgeiriça, estimado,

És meu património edificado.

Tens um «charme» próprio, discreto,

Diverso.

Ó hotel com história, estórias,

Memórias,

De hoje e d’outrora,

Que se cheiram, vêem e ouvem,

Dentro de ti e de fora.

II

Vejo reminiscências de urânio feitas,

Ouço testemunhos suados,

De trabalhadores joeirando riquezas,

P`ra aliviar a(s) sua(s) pobreza(s).

Olho a mata, cheiro teus jardins,

Teus cedros, oliveiras, carvalhos, roseiras…(alecrins),

Onde  «chilreiam» inúmeros pássaros, de tal sorte,

Que no pretérito, ali foram ouvidos por ingleses do norte.

III

Ó Hotel Urgeiriça,

Aqui sempre me senti bem,

Repetidas vezes também.

Se não voltar,

Ficarás em mim como um refúgio,

D’alma, o tal prelúdio,

De Mozart ou Chopin.

IV

Ó Hotel Urgeiriça, hoje, vou por-me à estrada,

P’ra mais uma caminhada,

D’minha vida já longa e viajada.

De ti me despeço,

Será que regresso?

V

Muito mais te queria dizer,

Mas não sei bem escrever,

P’ra muito, muito mais, tua história descrever.

 

Observação: No último artigo meu, aparece o nome de Alves Redol, por uma vez designado.

É lógico que desejava dizer José Régio, a quem dedico o artigo. A todos, peço desculpa pelo lapso.


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