Durante algumas semanas a nossa «pachorra» foi invadida pelas palavras Di Maria, o nome de um atleta, um argentino, jogador em terras italianas e em fim de carreira.
Foi e, com certeza, ainda é, um bom jogador e por isso merece ser respeitado. No entanto, a propaganda, em seu redor, montada pela possibilidade de vir representar um Clube de Lisboa, onde já jogou em épocas distantes, foi exagerada e bacoca. É sempre assim, neste país, na área do «futebolez».
O jogador Di Maria foi sendo apelidado, de forma demagógica, pelos «futeboleiros» da nossa praça, de divino, príncipe, qual Messi e Ronaldo, o único que resolve… É preciso ter lata!
Não bastando o desfilar súbito de literatura promotora e a sedução mediática pelo acontecimento, foi um acto de marketing quase perfeito.
Que bem soube a Costa esta diatribe propagandista fazendo esquecer, durante uns dias, todos os casos que iam aparecendo no seio do governo, bem como a sua mediocre governação.
A política passou para segundo plano, antes, durante e após a chegada do Di Maria a Lisboa, onde vai acabar a sua carreira futebolística no Benfica. O relatório da CPI e o caso TAP não tiveram tantas horas de emissão, discussão e divulgação.
Nos entrementes, do vem e não vem, pois esteve a ver de onde caia mais dinheiro, penso eu, chega o amor eterno. Diz Di Maria “para aqui é que eu queria vir”.
Este jogador reiterou estar «muito feliz por estar de volta ao Benfica». E acrescenta emocionado: «É muito bom voltar ao meu primeiro clube na Europa, fui muito feliz aí».
O internacional argentino foi apresentado no Estádio da Luz, perto da estátua de Eusébio, perante mais de mil adeptos do Benfica. Tocado, agradeceu a possibilidade de voltar a casa e afirmou, “Amo o Benfica de Coração”. Como se os profissionais de futebol de hoje conseguissem amar todos os clubes por onde passam!
?
Semanalmente, os mitos da alimentação desconstruídos Mariana Chaves
“Estou cansado deste mercado de transferências e a procissão ainda vai no adro”, diz um articulista da nossa praça futebolista…
Olhe caro articulista: eu nem olho, nem ouço, nem quero saber. Para quê, se é quase tudo ilusório e mercantilista. Haja Deus !…