9 de Fevereiro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

TESTEMUNHOS: AFINAL AINDA HÁ QUEM LEIA LIVROS! CONTRA A CORRENTE.

1 de Março 2024

Escrevi nas minhas crónicas, ainda não há muito tempo, um texto que intitulei de A Última Carta. Significava o prenúncio do desuso que, progressivamente, se vai testemunhando do acto de escrever (com o auxilio de um lápis ou de uma caneta). Paralelamente, os jornais vão caindo no esquecimento do dia-a-dia das rotinas dos cidadãos, a imprensa diária sofre um revés sério, os quiosques onde se vendiam jornais e revistas desapareceram levados por um tsunami de dimensões inimagináveis.

            Contra a corrente, recebi agora uma boa notícia; o mercado do livro em Portugal cresceu 7% em 2023.

No mesmo ano, as vendas de livros em Portugal tiveram um crescimento de 5% em valor, chegando aos 187 milhões de euros. Em exemplares vendidos o crescimento foi de 3,6% com um total de pouco mais de 13 milhões de exemplares (13.176.303), o que resulta num preço médio 14,21 euros (crescimento de 3,3%). Entraram para a composição destes números 13.264 novos livros lançados durante o ano.

A população residente em Portugal é cerca de 10,5 milhões de habitantes (10.467.366), segundo as estimativas do INE-Instituto Nacional de Estatística. Logo, foram vendidos uma média de 1,26 livros por habitante durante o ano de 2023.

Agrada-me o equilíbrio que existe na distribuição dos exemplares vendidos por categoria: 34,10% Infantil / Juvenil, 32,30% Ficção, 30,20% Não Ficção.

Na distribuição os Hipermercados venderam 28,80% dos livros, representando 20% do valor apurado, e as livrarias e similares 71,20% dos livros vendidos, representando 80% do valor apurado.

Face aos resultados o Cheque-livro vai ser lançado no primeiro trimestre deste ano, diz a APEL. A iniciativa cheque-livro vai entregar aos jovens portugueses que fazem 18 anos em 2024, 20 euros para gastarem numa livraria. Esta medida vai abranger 200 mil jovens e tem uma dotação de 4,4 milhões de euros. A medida surge na sequência de uma proposta feita pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em 2022, que defendia a atribuição de 100 euros aos jovens de 18 anos para a compra de livros. O Governo fixou o valor em 20 euros.

Contente fico com estes dados colhidos em múltiplas fontes.

Leia livros, divulgue livros, incentive a leitura, visite livrarias. Vai ver que merece o tempo perdido.

 


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