Na última edição de O DESPERTAR tive oportunidade de refletir acerca da necessidade de aumentar a PREVENÇÃO por parte dos portugueses, isto a propósito da depressão Kristin que flagelou muitas zonas do país com forte incidência na região centro. Volto a escrever o que acho que todos sabem, mas nem todos colocam em prática: a prevenção. PREVENIR É CHEGAR ANTES; É ESTAR À FRENTE DO EVENTUAL DANO OU PREJUÍZO. Admito que tenham sido pouco eficazes alguns avisos que foram feitos, designadamente por sms, em relação à depressão Kristin quando esta se aproximava, mas as instituições a quem compete fazer prevenção, para além de aplicação de medidas no terreno, poderiam ter utilizado, mais proficuamente, os meios de comunicação para serem mais incisivos e envolventes e percucientes nos alertas. Esta seria a ocasião adequada para ter posto o serviço público de rádio e televisão ao efetivo serviço dos portugueses. Convenhamos que os alertas, provavelmente, encontram dificuldade em passarem para o grande público. Contudo, as alterações climáticas estão a bater-nos à porta, mas já nos anos setenta se falava delas. Urge dar-lhes mais atenção e mudar mentalidades e por em prática ações de simulação de catástrofes com a interiorização de práticas adequadas para aumentarmos a nossa prevenção e a nossa segurança face aos desastres. Nunca assisti a um comboio de depressões como este que veio agora até ao continente fazendo-nos meditar nas terríveis consequências que as referidas alterações climáticas originam. Há um número tremendo de pessoas individuais e coletivas que sofreram prejuízos. Dentro da desgraça voltei a regozijar-me ao ver o espírito solidário e de entreajuda dos portugueses.
CASAS FRIAS
Há ainda uma significativa percentagem de cidadãos que não conseguem, nesta época invernosa, aquecer as suas casas. O Estado terá de dar mais apoios. Aliás, ao ter conhecimento de danos recentes por causa do mau tempo, verifiquei que há muita gente com casas antigas, desconfortáveis, telhados frágeis. Estarão, provavelmente, neste grupo, muitos dos que passam frio. Falta habitação razoável em Portugal e é urgentíssimo resolver este problema e bloquear valores excessivos de rendas e até os preços na venda de casas. A situação com uma oferta inferior à procura favorece este galope, porém, as medidas implacáveis têm de ser tomadas para evitar esta crise que é também uma crise humanitária. E o problema passa ainda pela falta de mão de obra. Um amigo meu que ficou com a casa destelhada, e que sofre de problemas ortopédicos, confidenciou-me que teve de ir ele-próprio, nessas condições de falta de saúde, tentar resolver o problema do seu telhado porque não encontrou mão de obra para contratar. O que diz o Governo a tudo isto?
ZÉ PAULO COM OS AMIGOS A 1 de MARÇO
JOSÉ AUGUSTO SOBRAL DOS SANTOS PAULO, conhecido no meio musical e entre os Amigos de um modo geral por ZÉ PAULO, partiu cedo e quando muito esperávamos dele e do seu talento. Os Amigos, e são muitos, deste inesquecível e talentoso guitarrista, voz de tenor com vasta obra didática, estavam a prever homenageá-lo neste domingo, mas as condições meteorológicas levam a adiar a homenagem para o próximo dia 1 de março, no Pavilhão de Portugal. ZÉ PAULO será celebrado, ainda com mais ânimo, pelos seus Amigos.