Olivença, tantos versos dediquei/
à tua perturbante formosura,/
que por mais que te cante nem eu já sei/
s’ às vezes não faço triste figura!//
Mas não, Olivença, pois o que direi/
s’rá refletir uma verdade pura,/
vezes infinitas em que procurei/
o que de bel’ em ti perdura…//
Direi mil vezes, se necessário,/
a todos aqueles que possam ouvir,/
o qu’ em ti há d’ extraordinário!//
Direi do teu presente e do porvir/
como resistes de modo vário/
às afrontas que tanto te podem f’rir…///