Vejo enfermeiras cansadas,
Auxiliares esfalfadas,
Faltas de material inexplicáveis.
Gestão intermédia pouco elaborada e cuidada,
Inopinada.
Gerem-se pelas ordens vindas de cima,
Quantas vezes fora da realidade.
A administração serve a política,
A política da política e dos políticos.
Fazem-se mutações imoderadas,
Descuidando os meios humanos que são escassos.
Durante o dia ouvem-se ordens,
Contra – ordens,
Passa – culpas, para solucionar o quase inexequível.
Para quê?
P’ró Governo dizer que tudo corre bem,
E Governa bem!…
Então, se assim é, tudo o que ouço e vejo é o arquétipo do real,
E eu abstracto no meio desta enredada.