28 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Santo António dos Olivais: Uma Freguesia solidária, dinâmica e com muita vida

21 de Maio 2021

A Freguesia de Santo António dos Olivais tem registado um crescimento notável nos últimos anos. Com cerca de 60 mil habitantes, depara-se todos os dias com novos desafios que o Executivo, liderado por Francisco Andrade, procura abraçar com determinação, de forma a corresponder às necessidades da população e a garantir-lhe a desejada qualidade de vida. O autarca, que já anunciou que não se recandidata nas eleições autárquicas de outubro, assume o orgulho pelo trabalho realizado nos seus quatro mandatos, sempre focado na construção de uma Freguesia solidária, dinâmica e com muita vida.

Francisco Andrade está a completar o quarto mandato na presidência da Junta de Santo António dos Olivais, a maior de Coimbra e uma das maiores do país. Eleito pela primeira vez em 2001, foi reconduzido em 2005 e 2009, tendo regressado em 2017, depois de uma interrupção de quatro anos. Já assumiu, contudo, que não se recandidatará a um quinto mandato, apesar da confiança e do convite do partido (PSD) a nível local e nacional e da convicção de que ainda “muito poderia continuar a fazer” pelo desenvolvimento da Freguesia de Santo António dos Olivais.

Antoniano convicto, diz que “é com orgulho e um sentimento de missão cumprida” que completa este mandato à frente desta Freguesia. “Quando, há mais de 20 anos, fui eleito presidente já tinha sentido o pulso do potencial das freguesias e do importante papel que tinham enquanto órgãos do poder político mais próximos do cidadão. Ao mesmo tempo, as minhas vivências familiares e as minhas experiências profissionais enquanto treinador e formador determinaram o rumo que queria dar à Freguesia quando fui eleito presidente”, recorda.

A mudança da antiga sede da Junta, onde agora funciona o posto dos CTT, para o edifício atual foi uma das obras marcantes, logo no “arranque” do seu primeiro mandato, uns cinco meses depois da tomada de posse. Esta mudança, em abril de 2002, determinou toda uma nova vida no funcionamento da Junta, permitindo um crescimento notável em termos de equipa, equipamentos, serviços e respostas.

O novo edifício necessitava de ser completamente equipado e apetrechado com tudo. “Só tínhamos um computador e uma máquina de escrever´”, conta Francisco Andrade, recordando que foi preciso “uma grande ginástica financeira” na altura, uma vez que era também necessário “pagar uma parte da obra da construção da Junta” já que os apoios atribuídos já tinham sido utilizados.

A cumprir os últimos meses deste quarto mandato, o autarca da Freguesia de Santo António dos Olivais faz um balanço positivo do trabalho realizado. “Fazendo uma retrospetiva dos três mandatos como presidente e agora este último não posso deixar de sentir uma grande satisfação pelo que foi conseguido, pelo muito que crescemos e evoluímos, pelo quanto fomos audazes, pioneiros, inovadores em vários campos, servindo de exemplo para muitos que vieram a reproduzir o trabalho que estávamos a implementar”.

A forte aposta na área social

A área social foi uma das que sofreu um maior impulso, com medidas inovadoras que criaram uma grande proximidade com a comunidade. Esta foi, aliás, uma das maiores “bandeiras” de Francisco Andrade e continua a sê-lo, num trabalho sempre inacabado de apoio a quem vive com maiores dificuldades mas que tem também por base a promoção do envelhecimento ativo e saudável.

“Recordo a aposta na criação de um gabinete de ação social para apoio aos mais carenciados, quando ainda era raro haver Assistente Social numa Junta de Freguesia. Volvidos todos estes anos, esta ‘ousadia’ na altura – muitos não compreendiam a razão e necessidade da sua criação – veio a revelar-se num dos pilares mais importantes desta Freguesia”, sublinha.

Se dúvidas ainda houvesse passado 20 anos do seu funcionamento, a pandemia da covid-19, que a todos surpreendeu em março de 2020, veio demonstrar o quão importante esta resposta é, mostrando, como explica o presidente, que “a criação deste gabinete foi uma visão de futuro que se enraizou no ‘normal’ funcionamento da Junta”.

“O que temos feito e continuamos diariamente a fazer no apoio às famílias, sempre de uma forma discreta e confidencial, por respeito a quem está a vivenciar momentos de extrema dificuldade, sabemos que é valorizado e reconhecido por quem é apoiado e pelos inúmeros parceiros com os quais trabalhamos em estreita colaboração diariamente”, frisa.

Os apoios assegurados vão do apoio alimentar (que não existe apenas com a distribuição de cabazes no Natal), ao pagamento de despesas de água, luz, gás, medicação, fraldas, mobiliário, eletrodomésticos, roupas, calçado, brinquedos, material escolar, entre outros pedidos que possam surgir.

Francisco Andrade agradece também o apoio da comunidade e das diversas entidades que têm colaborado com a Junta. “Quem já conhece o nosso trabalho generosamente responde aos nossos apelos sempre que necessitamos de bens que as famílias nos vão solicitando. Podemos afirmar que, principalmente na primeira fase da covid, foram centenas as pessoas que a nós se associaram trazendo alimentos pois sabiam que estávamos, como tantos outros profissionais, a trabalhar na linha da frente para minimizar os efeitos devastadores desta terrível pandemia”, agradece, congratulando-se por ter sido possível ajudar a todos.

“De todos quantos nos pediram ajuda, ninguém ficou sozinho!”, sublinha, deixando também “um especial agradecimento às empresas e instituições que ao longo destes anos sempre confiaram e acreditaram no nosso trabalho e doaram bens para entregarmos diretamente às famílias”. E, como destaca, “são muitas as forças vivas existentes na nossa Freguesia, são muitas as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as Organizações Não Governamentais, as instituições públicas” que com a equipa da Junta colaboraram “no apoio aos mais vulneráveis, aos mais frágeis”. Quer, por isso, “publicamente agradecer o empenho e dedicação de todos os profissionais e afirmar que todos juntos somos mais fortes e que cada um importa”.

A preocupação com os seniores

Mas, a atuação do Executivo foi mais além, numa visão de futuro e muito atenta às necessidades da população sénior, de todas aquelas pessoas que, no final de uma vida de trabalho, ficaram mais sozinhas em casa, numa altura em que podiam abraçar ainda tantos desafios e descobrir novas atividades e “paixões”.

Foi com esse intuito de promover o envelhecimento ativo e saudável que a Junta implementou um programa de atividades para os mais velhos, uma iniciativa pioneira na época, que surgiu numa altura em que ainda nem se falava sobre este tema mas que veio mostrar a sua importância pelo número de pessoas que atraiu, envolvendo cerca de 400 seniores desta Freguesia.

Tai Chi, Chi Kung, Danças de Salão, Yoga, Hidroginástica, Coro Misto, Grupo de Teatro, ateliers diversos e alfabetização de adultos são algumas das propostas que disponibiliza, ao mesmo tempo que realiza também outras atividades, como sessões de educação para a saúde, sobre as mais variadas temáticas e em colaboração com diversas instituições e profissionais qualificados.

De referir ainda os encontros intergeracionais; as excursões e passeios para seniores; as tardes de convívio na Broadway, na Mata Nacional de Vale de Canas ou no Burgo de Celas para os utilizadores dos Centros de Dia; as caminhadas organizadas; a realização de concursos diversos e programas dirigidos aos alunos das Escolas Básicas da Freguesia; o apoio ao estudo a alunos carenciados; a realização de rotas temáticas; a gala sénior; e a comemoração de dias significativos, como os da Mulher, da Árvore, da Criança ou dos Avós.

“Foram centenas as atividades, muito diversificadas, que levámos a efeito ao longo dos anos. Não é possível elencá-las todas, mas indico algumas”, diz Francisco Andrade, dando como exemplos a recuperação da centenária Romaria do Espírito Santo, no Largo dos Olivais; as Fogueiras no Bairro de Celas e as Marchas Populares; a criação da festa dos Santos Populares, no Vale das Flores; as Noites de Verão, no Bairro Norton de Matos; o desfile de Carnaval; a Feira do Sótão e a Feira de Artesanato. Para além destes eventos, a Junta apoiou também a realização da Feira à Moda Antiga, na Solum, e organizou festivais de dança, música, ginástica e folclore, alguns em parceria com outras entidades, como sucedeu com o Encontro de Tunas com a Quarentuna, com o programa “Há Música no Jardim”, em parceria com o Clube Residencial Cidade Jardim – Quinta de São Jerónimo, ou com a Feira Medieval, com a Wolf Dance.

Consciente do património cultural rico e das valiosas tradições da cidade, não esqueceu também o Fado de Coimbra, que sempre esteve presente em todos os seus mandatos, em vários espaços e nas múltiplas realizações promovidas pela Junta, sendo de destacar, como um dos “momentos altos”, a homenagem a Luiz Goes, no Conservatório de Música de Coimbra, “um espetáculo memorável que permitiu o encontro dos homens da guitarra, da viola e da voz dos anos 40 e 60”.

Uma Freguesia sempre a inovar

A par com toda estas realizações, o Executivo apostou também em outras iniciativas, que mantivessem a Freguesia com vida e dinamismo. Exemplos disso são o concurso para a criação do Bolo de Santo António e do Mimo de Santo António (comercializados, respetivamente, pelas pastelarias Vasco da Gama e Tosta Rica); o evento “Sons, Saberes e Sabores da Lusofonia” no Bairro Norton de Matos – Praça de Cabo Verde; recriações históricas; exposição de Lego; os torneios de minibasquetebol em parceria com a Associação de Basquetebol de Coimbra e o Olivais Futebol Clube; os torneios de malha, sueca, damas; o concurso de pesca desportiva; o apoio ao atletismo; os serões da descasca do milho à Moda Antiga realizadas pelo Grupo Folclórico e Etnográfico da Cova do Ouro/Serra da Rocha; os Cantares de Natal; os cantares das janeiras; e o Cortejo do Imperador, com a União das Freguesias de Eiras e S. Paulo de Frades.

Francisco Andrade destaca ainda a recuperação da Procissão em honra de Santo António, Padroeiro da Freguesia. Recorda que “não se realizava há mais de 50 anos” e que, desde que foi retomada, todos os anos se assinalam os festejos religiosos, durante uma semana, sendo o dia 13 de junho inteiramente dedicado a Santo António, com a realização da procissão que traz para as ruas e janelas milhares de devotos.

É toda esta dinâmica que faz de Santo António dos Olivais uma Freguesia com qualidade de vida, que está sempre atenta às necessidades básicas dos seus moradores – o que passa pela realização de pequenas e grandes obras – mas que assegura também respostas que permitam que mantenham ativos e felizes.

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Junta cresceu em equipa e em capacidade de respostas

A antiga sede da Junta

Atual sede da Junta

A Junta de Santo António dos Olivais registou um crescimento notável nos últimos anos. Com cerca de 60 mil habitantes a quem é necessário responder – número a que se juntam mais cerca de 60 mil pessoas que todos os dias se movimentam pelo território da Freguesia, rico em serviços de saúde, estabelecimentos de ensino e comércio e serviços –, Santo António dos Olivais precisava de uma Junta dinâmica e capaz. Francisco Andrade lembra que, antes da sua presidência, tinha apenas quatro funcionários, dois efetivos e dois a recibos verdes, distribuídos pela Secretaria e pelo cemitério.

Hoje são, como realça, “27 funcionários efetivos distribuídos por duas brigadas de limpeza e espaços verdes, dois funcionários para apoio às escolas, dois funcionários de oficina (apoio obras/pequenos arranjos), dois funcionários de cemitério e os restantes funcionários distribuídos pelos CTT, Secretaria, Tesouraria, Ação Social e Centro Social”.

O presidente sempre defendeu que “a qualidade de vida começa junto às nossas casas”, portanto mesmo ao pé da porta, sendo muito importante acautelar todas aquelas obras que são determinantes para garantir a segurança e bem estar da população.

Francisco Andrade destaca que, de acordo com o Protocolo de Delegação de Competências assinado com a Câmara de Coimbra, neste momento a Junta tem “a responsabilidade pela limpeza de cerca de 400 ruas, num equivalente a 111.386,94 metros lineares”. Já em relação aos espaços verdes e ajardinados, é responsável por um total de 65, que equivalem a 142.729,68 metros quadrados.

Para assegurar estes trabalhos, dispõe de uma frota automóvel composta por duas carrinhas de caixa aberta, um trator, uma carrinha de nove lugares e uma carrinha/oficina Kangoo. Em relação a equipamento de apoio, dispõe de roçadouras, moto serras, máquinas de corte de relva, corta sebes, máquina de limpeza de ervas nos passeios, assoprador de folhas, aplicador de herbicida e um tanque para rega com respetiva mangueira de jato.

O presidente realça, ainda, que “os funcionários estão todos devidamente identificados e equipados com material de segurança individual, cumprindo as normas e regras da Higiene e Segurança no Trabalho”.

A Junta tem apostado, também, na formação destes profissionais e no apoio ao nível da medicina do trabalho, estando todos credenciados para os trabalhos que executam.

“Apesar de termos funcionários habilitados para colocar herbicida, a Junta não tem utilizado produtos fitofarmacêuticos. Embora tendo crescido o número de funcionários e de equipamentos à sua disposição, não é humanamente possível limpar a Freguesia toda ao mesmo tempo dada a sua dimensão”, refere, lamentando que, por vezes, as pessoas tenham “dificuldade em compreender que os trabalhadores não podem estar constantemente a limpar as mesmas ruas e espaços ajardinados”, já que é preciso dar resposta a todo o território.

Deixa, por isso, “um apelo para todos quantos têm terrenos particulares”, para que os limpem. Pede também à população para que não coloque monos na via pública, podendo recorrer aos serviços que a Câmara disponibiliza para esse efeito. Ainda na questão do ambiente, sensibiliza os habitantes para que procedam à separação do lixo e o coloquem nos ecopontos devidos, de forma a que todos juntos possam contribuir para que a Freguesia seja mais limpa e amiga do ambiente.

As obras que o Executivo gostaria de concluir até outubro

Apesar dos trabalhos de uma Junta de Freguesia nunca estarem acabados, há algumas obras que o Executivo de Santo António dos Olivais gostava de concluir até ao final do mandato.

De acordo com Francisco Andrade, há ainda várias a aguardar “auto de medição da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) para que a Junta de Freguesia abra concurso”, como sucede no caso das requalificações dos passeios na Rua Nicolau Chanterenne; do prolongamento da Rua Manso Preto, do Mosteiro de Celas ao estacionamento do antigo Hospital Pediátrico; da Rua Adolfo Loureiro; dos passeios e estacionamento da Rua D. João II – Quinta da Fonte – Alto de São João; da Praceta de São Sebastião; da Praça Ilha da Madeira – Bairro Norton de Matos; dos passeios da Rua Teófilo Braga na Boavista; da pala na Praça de Cabo Verde; dos passeios e estacionamento na Rua Carolina Michaelis; e da Rua Padre Zé e toda a zona envolvente até ao restaurante Vira Brasa. Nesta lista, estão também a pavimentação da Rua João Peculiar; a construção do Parque Geriátrico na Praceta Alberto Sá de Oliveira e a pavimentação da Rua Alberto Sá de Oliveira.

“É importante compreender que, muitas vezes, a Junta apresenta nas Grandes Opções do Plano propostas de obras a realizar na Freguesia que posteriormente não são aceites pela CMC e são substituídas por outras. Esta situação acontece porque umas já estão incluídas nas obras a realizar pela CMC, outras por razões apontadas pelo Gabinete de Apoio às Freguesias”, explica o autarca.

Francisco Andrade diz que, apesar destas estarem por realizar, há muitas outras já concluídas. Assim, desde 2018, foram terminadas as requalificações das escadas da Rua Dionísia Camões, na Quinta da Maia; da Rua Infanta D. Sancha, em Celas; da Praça de Ceuta, no Bairro Norton de Matos; das escadas que ligam a antiga estrada do Tovim à Rua Brigadeiro Correia Cardoso; da Rua Fonte do Bispo (parte); de um espaço na Rua Fonte do Bispo, na Arregaça; das paredes exteriores do edifício sede da Junta; e dos passeios na Rua Padre Manuel na Nóbrega.

Foram também construídos os muros na Travessa da Rua António Jardim e a rampa de acesso na Rua António Bentes, tendo sido igualmente aplicado o corrimão na Rua António Sousa.

Em curso está a construção do Parque Infantil na Quinta da Portela e foram entregues às empresas que ganharam os concursos públicos as empreitadas com vista à construção de ossários e cendrários no cemitério principal e às requalificações dos passeios na Rua Dom Pedro de Cristo e da antiga sede da Junta, nomeadamente do telhado e eliminação de humidade.

Os desafios e preocupações futuros

Francisco Andrade admite, contudo, que há ainda muitos desafios por resolver, assim como questões que lhe levantam algumas preocupações. Não esconde o desejo de dotar o anfiteatro da Calçada do Gato de infraestruturas como ponto de luz, ponto de água, casas de banho e vestiário; gostaria de ver resolvido o problema das acessibilidades e do estacionamento, sobretudo na zona dos hospitais; e considera que é uma necessidade ter habitação com rendas acessíveis na Freguesia. Defende, também, a criação de estruturas residências para idosos com baixas reformas, de forma que as pessoas não tenham que ser desenraizadas da sua cidade, bem como mais respostas e apoios para os cidadãos portadores de doença mental. No caso da população ativa, apela à criação de mais emprego.

“Acredito que as freguesias poderão ter um papel ainda mais importante no âmbito da transferência de novas competências”, diz, defendendo a formação dos funcionários e a modernização das freguesias, de forma a que estejam preparadas para responder aos cidadãos que a ela se dirigem.

“Quem me suceder terá certamente novos desafios para enfrentar, novas ideias para implementar, outras ferramentas à sua disposição, sendo sempre importante honrar e preservar a história, dando passos firmes rumo ao futuro, sempre tendo em consideração as necessidades reais e sentidas pela população que servimos”, realça. Não esconde o orgulho por servir esta Freguesia ao longo de todos estes anos e por ter “vestido apenas uma camisola” desde que chegou a esta Junta – a de Santo António dos Olivais.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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