24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Sansão Coelho

SANGUE NO ASFALTO

12 de Dezembro 2025

Em linhas gerais abordei, na última edição de O DESPERTAR, o gravíssimo problema que o país tem perante um número trágico e inconcebível de mortes nas nossas estradas. Cerca de 400 mortos será a cifra deste ano em 135 mil acidentes. Entre os mortos há um número significativo de jovens. Serão cerca de 120 mortes em jovens dos 18 aos 24 anos. A SINISTRALIDADE NAS NOSSAS ESTRADAS TEM DE SER REDUZIDA. O que tem sido feito para evitar este tremendo número de acidentes e de tantas mortes é, pois, claramente, pouco, e, podemos dizer, a eficácia parece ser reduzida. Os psicólogos podem explicar, mas a divulgação de acidentes rodoviários é algo que, infelizmente, ronda o banal, particularmente para os jovens que se mostram muitas vezes insensíveis. Falemos também dos seniores: os idosos são mais frágeis e, por isso, podem sofrer mais facilmente lesões nos acidentes nas estradas.. O volante nas mãos é uma arma, a qual, se mal utilizada e sem precaução, pode matar. Sabemos que a fadiga, o uso aberrante de telemóvel, ausência de cintos de segurança e de capacete, as drogas, a velocidade excessiva, o álcool e muitas vezes os fins de semana mais convidativos a diversão dos jovens são fatores terríveis. Não sou especialista, apenas um observador dos comportamentos da sociedade, também conduzo, e confesso, tenho cada vez mais medo, por uma distração que tenha, por um erro que cometa ou pelos outros condutores, pois, mesmo praticando uma condução defensiva, não estou fora da hipótese de também morrer na estrada ou ter um acidente sem ser o culpado ou seja com culpa de terceiros. É UMA GUERRA COM 400 MORTOS. Inadmissível. Para além das ações da Prevenção Rodoviária Portuguesa é tempo de o PARLAMENTO encarar esta mortandade nas estradas de Portugal. Julgo que são necessárias medidas implacáveis. Pergunto: não seria possível proibir os condutores entre os 18 e 24 anos de circularem a mais de 60 quilómetros/hora? Não seria possível limitar a lotação de um automóvel apenas a duas pessoas em caso de o condutor ser um jovem entre os 18 e os 24 anos? Nas áreas urbanas a velocidade máxima tem de ser 30 km/hora e, cuidado, com os atropelamentos dentro das localidades. Há tantas medidas que podem ser tomadas. Parece-me que conhecemos as principais situações INIMIGAS nesta “guerra” que têm levado às mortes nas nossas estradas. É NATAL e, infelizmente, presumo, não iremos ter paz nas nossas estradas. Deixe-me perguntar-lhe, caro leitor, se já pensou que pode ser um número para engrossar esta terrífica estatística? Pessoalmente, tenho medo de estar na lista. E tenho pena de Portugal com este record de tragédias não tomar medidas fortes. Além do que já enunciei, mais inspeção aleatória de veículos, a requalificação dos chamados “pontos negros”, melhores estradas, mais radares, mais formação e sensibilização nas escolas para as crianças e jovens. Vamos pedir aos leitores-condutores de veículos que comemorem este ano um NATAL, ZERO MORTES. Será possível? Não acredito.

 

LIVRO NOVO, NOVA VOZ

Na última sexta-feira, na sede da Ordem dos Médicos, em Coimbra, foi apresentado o novo livro do Dr. Dinis Carmo intitulado ILHAS PERDIDAS. É a primeira obra narrativa deste médico ortopedista, natural de Coimbra, e inspirada em factos verídicos retratando a experiência profissional e pessoal nos Açores, entre 1977 e 1980, com a esposa, também médica. A sessão foi uma jornada de promoção dos Açores com uma excelente organização da Casa dos Açores da Região Centro. Houve intervenções do Professor Manuel Teixeira Veríssimo, Presidente da Secção Regional da Ordem dos Médicos, da Secretária Regional da Saúde e Segurança Social dos Açores, Drª Mónica Seide, do Presidente da Casa dos Açores, em Coimbra, Dr.  Francisco Gil, as quais antecederam a exposição do autor que cativou os presentes em jeito de contador de histórias, secundado por algumas belas imagens açorianas. No final, esteve ao piano o conceituado pianista Pedro Abreu que pertenceu ao Sygma Band e à Orquestra do Casino Figueira acompanhando a voz cristalina e soberba de ANA GOULART. Não a conhecia, soube que está em Coimbra há alguns anos, é natural da Ilha do Pico, e não a podemos perder de ouvido.

 

PROFESSOR EGAS MONIZ

Comemoram-se, amanhã, 70 anos do falecimento do primeiro prémio Nobel português, Doutor ANTÓNIO EGAS MONIZ. Desenvolveu a angiografia cerebral que permitiu diagnosticar e tratar aneurismas cerebrais e inventou o procedimento da leucotomia pré-frontal. Abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral. Dispenso-me de traçar a sua biografia e aspetos curriculares. Natural de Avanca, foi professor na Faculdade de Medicina de Coimbra antes de se transferir para a de Lisboa. Impõe-se fazer a sua evocação, neste tempo de efeméride de um prestigiado médico que foi também político e escritor.


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