A Câmara de Coimbra aprovou, na segunda feira, uma proposta de supressão de trabalhos de requalificação da margem direita do Mondego, devido ao risco de colapso de uma conduta adutora da Águas do Centro Litoral (AdCL).
“A adutora da [Avenida] Fernão de Magalhães [na Baixa da cidade] está a degradar-se e, portanto, em risco. O PS ignorou durante oito anos este problema, adiando decisões para o futuro e não conversando com a AdCL para se fazerem as obras da nova adutora. É das situações mais graves que herdámos”, afirmou aos jornalistas, no final da reunião, o presidente da Câmara, José Manuel Silva.
Para o edil, a principal preocupação da autarquia é “a segurança das pessoas e da Baixa”, tendo encetado conversas com a AdCL para aproveitar as obras de requalificação na margem direita do Mondego, na Avenida Cidade de Aeminium, para construir uma nova adutora.
“Ficámos estupefactos por recebermos esta bomba atómica”, realçou, referindo que a solução passa por construir a nova adutora na Avenida Cidade de Aeminium, descartando a hipótese de a instalar por baixo do percurso futuro do Metrobus, por atrasar as obras desse sistema de mobilidade e por obrigar ao levantamento dos carris antes do tempo.
Segundo José Manuel Silva, se a Câmara tivesse “conversado em devido tempo com a AdCL, ter-se-ia aproveitado as obras, sem transtorno e sem despesa”.
Os custos com a nova adutora serão da responsabilidade da AdCL, podendo atrasar em “ano e meio ou dois anos” a requalificação daquela zona ribeirinha, implicando também a manutenção do encerramento à circulação viária naquela avenida.
“Se calhar também teremos que nos habituar que aquela zona ribeirinha tem que ser mais pedonal do que viária. Teremos que ver no futuro o que poderá ser aplicado e iremos avaliar em função do impacto do Metrobus e da melhoria dos transportes públicos”, acrescentou.