22 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Rainha Santa: prosa em verso p’ra Rainha

11 de Julho 2025

I

Rainha Santa, Rainha minha;

Desces hoje ao povoado,

P’ra ver o povo que te venera,

Imperial e serena,

Tens humildemente os olhos postos nas rosas,

Das quais fizeste pão,

Saciando da fome os deserdados.

II

Todos ao anos ia ver – te à igreja,

Onde pousavas no teu andor;

Olhava – te, linda, em silêncio profundo.

Parecia que rias,

Saía com a alma redobrada.

III

Este ano faltei, olho – te de longe,

Converso contigo, e o que me dizes Rainha?

– “Resiste, homem, resiste. Este mal que sentes o meu manto calará; voltarás a ver – me no meu andor.”

– “Assim farei minha Rainha, aguardo ver o teu manto, nas entranhas do meu silêncio mais profundo. Até lá a minha admiração.”


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