Foram à sacristia e com a conivência do acólito ad hoc emborcaram umas tarraçadas de vinho das missas, até esgotarem a garrafa e, de seguida, aquele vazou uma mistura de mercurocromo com groselha na respetiva galheta, previamente adquirida para esse efeito.
Quando o pároco, no ato da comunhão, tomou o cálice e bebeu o suposto vinho, ficou com uma bigodeira carnavalesca que pôs a assembleia em delírio, enquanto a trupe se punha em fuga. Ele, porém, ficou atónito…
Na nossa opinião, este aparte em nada desmerece a exaltação do homem que figurámos e que, para se atingir uma verdadeira paz social, é imperioso que frutifiquem muitos outros, dotados de idêntico caráter, embora para os céticos a hipótese aventada neste panegírico não passe de falsa perceção. É que o estado social e político de muitos países do nosso Universo é exercido por autocratas e/ ou por oligarquias narcisistas que se deleitam em fazer derramar sangue, dentro e fora do seu país, eliminando os opositores e votando à míngua o povo amorfo, impotente para reagir contra tais injustiças, enquanto eles ignoram ou abastardam o valor intrínseco de cidadania e se vão empanturrando de grandes mordomias e incalculáveis fortunas.
Eis por que assim como um grão germina e produz milhões de unidades, também o exemplo do modelar “Quim Pescador” poderá não “cair em saco roto” e servir de arauto, que baste, para os amantes do pirronismo. Com grande elevação intelectual sobre “a dignidade da pessoa humana e da crise, do desgaste e do cansaço da civilização ocidental e da cultura política democrática liberal a ela argamassada”, o Ilustre Professor Jubilado da Faculdade de Medicina, Diniz Freitas consigna a sua douta opinião – in Campeão das Províncias, der 6/3/2025, sob a epígrafe “A crise da democracia liberal” – muito relevante para o fim que nos propomos realçar neste evocativo.
Infelizmente, nem sequer é necessário profetizar, tal é a evidência, que as mentalidades perversas dão prioridade à posse de armamento nuclear, cada vez maior e mais sofisticado, para destruir o seu semelhante, cuja radioatividade transformará, irreversivelmente, num ápice, o mundo no caos, que nem um demiurgo o salvará. Portanto, o tempo urge para as mentalidades insaniosas se redimirem e contribuírem para um mundo melhor. Como ensinava o padre Américo, “Não há rapazes Maus”, assim o ansiarão hoje, obviamente, os defensores do pacifismo dinâmico.