Prometo que a mim próprio me fecundo,
Que, desigual, irei parir um Mundo.
Haja Tutano e Verve na cabeça
P’ra que ao romper da aurora me aconteça!
Já fui tudo, de rei a vagabundo,
Tanto assim que de vários me confundo.
Ignoro se é um trono que mereça
Ou um livro transcrito em lama espessa.
Olho-me ao espelho e vejo o oceano…
E mesmo que me cubra com um pano
As ondas que há nos olhos sal exalam.
É que o Mundo dos Vates não tem truques.
Sou Rei e Vagabundo. Os outros, duques…
– Vestígios de palavras que não falam!