26 de Junho de 2022 | Coimbra
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Presidente Jorge Veloso aposta na proximidade com os fregueses

9 de Junho 2022

Jorge Veloso tem 70 anos e é desde 2013 presidente da União de Freguesias (UF) de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, ano em que se uniriam as duas freguesias. Durante 20 anos foi presidente de Junta de Ribeira de Frades (desde 1993). Atualmente é também presidente da Associação Nacional de Freguesias. A ambição do autarca é chegar ao fim do mandato com espírito de missão cumprida, sendo os seus grandes projetos a criação de uma Biblioteca Municipal e de um espaço de lazer.

 

Quem é o presidente Jorge Veloso?

Jorge Veloso tem 70 anos e é o presidente da UF de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, desde 2013, ano em que se uniram as duas freguesias, que espera ter forças e capacidades para chegar ao fim do seu mandato, em 2024.

Como classifica estes anos à frente da UF?

No início foi complicado, pois quando se passa de uma freguesia com dois mil habitantes para 20 mil ou mais nota-se uma diferença abismal. Aparentemente podem pensar que é fácil estar em São Martinho do Bispo e em Ribeira de Frades, mas não é, pois não temos apenas a parte urbana, também temos as zonas rurais com algumas dificuldades, que se agravaram com a pandemia. Felizmente, passo a passo, ultrapassámos os obstáculos que foram aparecendo. O trabalho tem sido bom e até ao final deste mandato podemos atingir os objetivos a que nos propusemos a nível de aquisição de equipamentos, entre outros.

Quais as prioridades traçadas para a UF?

Temos uma freguesia que cresceu muito, desde a década de 90, mas desordenadamente, em que existe em certas zonas um aglomerado populacional antigo, onde não há o mínimo de condições, em que não há passeios, há pavimentos degradados, que já começaram a ser intervencionados. Em termos habitacionais, temos urbanizações a crescerem sem as infraestruturas necessárias, com um investimento elevado, mas que depois não há iluminação pública, por exemplo. Estamos a tentar resolver esses problemas e estamos com projetos em cima da mesa para concretização de infraestruturas nas vias, arruamentos e obras complementares.

E quais os grandes objetivos?

A construção de uma Biblioteca Municipal complementar em São Martinho do Bispo, que não tem e que está prevista ser construída junto à Igreja, um local central, e ambicionamos que esteja concluída até ao final deste mandato. Outro dos grandes objetivos é a construção, concessão e exploração de um espaço de lazer ao ar livre, com piscina descoberta e infraestruturas de apoio para que no verão a população possa usufruir de um espaço de relvado digno que também esperamos que esteja finalizado neste mandato.

E iniciativas previstas para dinamizar a UF? 

Além da nossa semana cultural que se realiza esta semana, temos previstas atividades com a população sénior, como um passeio que tem sempre grande adesão, pois há pessoas que só saem neste dia e reúnem-se sempre 300 a 400 participantes. Entre esta iniciativa temos o Dia da Freguesia, celebrado a 27 de julho, em que anualmente organizamos um conjunto de atividades. Queremos implementar novamente o Orçamento Participativo, em que pretendemos apreciar projetos que estejam relacionados com o ambiente, cultura e associativismo. Aproximando-se o final do ano, além do apoio mensal que damos às famílias carenciados, distribuímos cerca de 300 cabazes de Natal às famílias com insuficiência económica. Queremos manter a nossa UF ativa e que se vá dando a conhecer na região e ao país, pois não podemos estar apenas virados para o interior. É preciso divulgar o que fazemos de melhor e fazer sentir que estamos cá para os nossos fregueses e para toda a comunidade.

Há aqui uma proximidade evidente com os seus fregueses, certo?

Os presidentes de Junta são conhecidos pela proximidade que têm com os seus cidadãos, mas entendemos que essa proximidade tem que ser efetiva, não apenas de palavra. É preciso haver essa concretização efetiva e optamos por agir, que se vê pelas atividades que dinamizamos ao longo do ano.

Como tem sido a ligação com o Município?

Os órgãos autárquicos foram instalados há pouco tempo. Em termos de abertura não tenho nada a apontar, pois sempre que entro em contacto seja com os serviços ou com o presidente e vereadores tenho sido sempre recebido de forma agradável. Há sempre dificuldades a ultrapassar, mas esperamos que a Câmara consiga fazer a sua estabilidade e estamos convictos que neste mandato se podem fazer coisas agradáveis. Não há aqui questões políticas e embora sejamos de cores diferentes não é isso que vá impedir que haja respeito e sensibilidade em todos lutarmos pelos nossos fregueses e munícipes.

A nível de apoios? Considera-os suficientes?

Ainda estamos a estudar alguns dossiers e é bem possível que rapidamente haja algum crescimento das verbas que são endereçadas para as freguesias, porque carecem de o ser e o presidente da Câmara está ciente disso. Tanto que uma das suas propostas eleitorais foi que as verbas para as juntas sejam triplicadas e isso ainda não aconteceu, mas estamos no início do mandato, todavia terá que ser uma realidade, pois também não conseguimos viver assim.

Quais as maiores necessidades da UF?

Arruamentos muito complicados em termos de tráfego, como o acesso ao Hospital dos Covões, que precisa urgentemente de ser requalificado. A segurança dos peões, com passeios com qualidade que neste momento são inexistentes e os que há estão degradados. Precisamos desse investimento rápido. Uma outra preocupação está relacionada com a ligação da via rápida a São Martinho do Bispo, Casais e Ribeira de Frades, onde as acessibilidades se encontram degradadas. Prevemos também que neste mandato consigamos resolver estes problemas que afetam a vida das pessoas.

O que destaca na sua freguesia?

Muita gente desconhece que 90% do Choupal está na freguesia de São Martinho do Bispo, um ponto histórico da cidade, apesar de ter a sua gestão do ICNF. O Centro Hípico com todas as aptidões para atividades com cavalos e o próprio rio Mondego, com uma beleza ímpar e que poderá com algumas intervenções servir de local para as pessoas passarem uns tempos. São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades têm muita história em termos religiosos, desportivos e culturais. A própria existência das quatro escolas de ensino superior, como a Escola Superior Agrária de Coimbra, que é um marco, porque dispõe de uma área verde brutal e com locais paradisíacos, como o Chalé do Bispo. Temos ainda o Largo dos Chafariz, com Parque Infantil, máquinas de exercício físico e também palco de vários espetáculos.

Há muitos turistas por aqui?

Sim, existem alguns, desde franceses, alemães, ingleses que vêm visitar alguns pontos da nossa União de Freguesias.

E a nível de habitantes? Há mais ou menos fregueses?

Houve um decréscimo em 2021 segundo os Censos, embora não tenha sido muito forte. Estamos bem localizados e com bons acessos e tem havido um crescimento muito forte em termos de novos habitantes e habitações, mas que só se irá refletir mais tarde. É um sinónimo de crescimento controlado e sentimos que há cada vez mais gente nova a viver cá, o que é muito bom.

Quer deixar alguma mensagem aos seus fregueses?

Desde 2013 que sabem com quem podem contar. Atendemos toda a gente e entendemos que é necessário haver esse diálogo com a população, tentando responder rapidamente às suas reclamações, anseios e projetos. Continuamos disponíveis para que seja possível neste tempo que falta conseguir resolver os projetos que nos comprometemos. Estamos cá para trabalhar, aceitando todas as propostas que nos são dirigidas e responder às vontades da população, que é para isso que aqui estamos.


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