27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Presidente de Soure nega ter tomado vacina e acusa anónimos

5 de Fevereiro 2021

Depois da polémica entrevista cedida ao programa Sexta às Nove, da RTP, no passado dia 29 de janeiro, Mário Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal de Soure, viu-se obrigado a reunir, esta segunda feira, a Comunicação Social para negar o seu envolvimento na tomada da vacinação contra a covid-19.

O programa do canal aberto nacional deu conta, através de uma denúncia anónima, que Mário Jorge Nunes e alguns membros da sua família (mulher e filha) teriam sido vacinados contra o novo vírus Covid-19, sem pertencerem a uma lista de prioridades.

Após questionado pela jornalista do programa da RTP, sobre a veracidade da denúncia, o presidente de Soure deu por resposta “não confirmo nem desminto”, o que levou desde logo a uma grande onda de críticas e acusações.

Envolvido em polémicas, Mário Jorge Nunes decidiu esclarecer perante a Comunicação Social as declarações dadas.

“Fui confrontado com uma bateria de questões pessoais de todo o tipo, desde a curiosidade com a minha idade, até à minha condição médica, e mais uma vez embrulhado num mar de suposições que para além de mim, envolviam outras pessoas que me estão próximas”, começou por justificar o presidente de Soure.

Perante esta avaliação, Mário Nunes decidiu, em relação ao facto concreto de ter sido vacinado ou não, responder “não confirmo nem desminto”.

“Por entender no momento que o óbvio estava bem à vista de todos, incluindo da senhora jornalista, não havia um facto que me ligasse a qualquer processo de vacinação, não havia um depoimento de alguém entrevistado sob identificação (mesmo que em anonimato) que me referisse como tendo sido vacinado; e não havia um sequer indício de que tal tivesse sucedido”, rematou.

Para o presidente sourense, esta situação não passou de mais uma “cabala política, um ataque falso, cobarde e anónimo”, que tem vindo a ser frequente aos longo dos últimos quatro anos. No entanto deixou a garantia de que não foi vacinado e que tampouco tem acesso à lista de vacinados.

“Não fui vacinado porque não tinha de o ser! Os momentos de vacinação que tivemos no concelho de Soure destinaram-se a utentes, profissionais e colaboradores de ERPI’s / Lares, de IPSS´s, e Privados”, explicou o autarca, referindo que irá ser vacinado apenas na terceira fase do plano nacional.

Mário Jorge Nunes questionado ainda sobre a sua ligação à instituição da Freguesia de Samuel, lamentou, referindo que há quem tenha “um fetiche” em colocá-lo em ligação à entidade.

Durante a conferência, o autarca foi questionado sobre se teria dado o nome de três bombeiros para serem vacinados, uma vez que tinham sobrado três doses, facto que negou. “No último dia de vacinação fui confrontado com a existência de três sobras e questionado pela equipa, se tinha alguém para indicar, contactei o Comandante dos Bombeiros de Soure, dizendo que para serem vacinados, três bombeiros deviam apresentar-se no Lar privado de Porto Coelheiro em poucos minutos”, esclareceu.

Mário Jorge Nunes referiu, por várias vezes, que se encontra de “consciência tranquila” e deixou claro que não contem com ele “para atos que não visam outra coisa senão diminuir a confiança dos cidadãos nas instituições e que, no meu caso, é um ataque pessoal e à Câmara que dirijo”.


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