18 de Julho de 2024 | Coimbra
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Preços de bens e serviços sem grandes alterações em 2021

8 de Janeiro 2021

O ano de 2021, que agora começou, não traz grandes mudanças a nível de preços de bens e serviços essenciais, que permanecerão mais ou menos estáveis comparativamente a 2020. Rendas, portagens, eletricidade e transportes públicos são setores que não sofrem aumento de preços.

O preço da eletricidade para os consumidores do mercado regulado desce mesmo 0,6 por cento a partir de 1 de janeiro, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Esta descida vai beneficiar os consumidores que ainda permanecem no mercado regulado – menos de um milhão – ou que, estando no mercado livre, tenham optado por tarifa equiparada. Já em 2020, a ERSE tinha decidido uma descida destas tarifas de eletricidade em 0,4 por cento.

As rendas também não registam subidas. O coeficiente de atualização para o arrendamento urbano e rural apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para vigorar entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2021 é de 0,9997 o que, na prática, dita uma manutenção dos preços das rendas. Este coeficiente de atualização é aplicável às rendas em regime livre, para habitação com renda condicionada e para arrendamento não habitacional, caso as partes, inquilino e senhorio, não tenham acordado condições diferentes. O congelamento das rendas em 2021 já era esperado uma vez que a inflação média dos últimos 12 meses, sem habitação, indicador que serve de referência, foi negativo (-0,01%).

Os preços do transporte público coletivo de passageiros vão também manter-se inalterados em 2021, de acordo com a informação divulgada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Exceção para as viagens no Alfa Pendular, que aumentaram 0,5% a partir de 01 de janeiro.

Já o preço das portagens deve voltar a manter-se em 2021, tendo em conta que a taxa de inflação homóloga, sem habitação, em outubro foi negativa (-0,17%). A estabilização dos preços das portagens em 2020 e 2021 segue-se a quatro anos consecutivos de subidas (0,98% em 2019, 1,42% em 2018, 0,84% em 2017 e 0,62% em 2016).

Nas telecomunicações, a NOS adiantou que não vai atualizar os preços em 2021, assim como a Vodafone, que garantiu que “não estão previstos aumentos generalizados de preços”. Já a MEO adiantou que procederá a uma atualização de preço base de mensalidade em tarifários/pacotes, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, de acordo com o previsto contratualmente, sendo que os clientes abrangidos foram devida e atempadamente informados.

No pão poderão verificar-se aumentos no preço, com a subida de 635 para 665 euros do salário mínimo nacional. A indústria de panificação ressalva que o peso e o preço deste produto são livres. “Olhando para a situação económica e financeira do país, na medida em que se fala no aumento do salário mínimo nacional para 2021 e no aumento gradual do preço das matérias-primas, podemos perspetivar que isso será refletido no preço do pão”, adiantou a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP).

O preço do tabaco também vai subir. O Orçamento do Estado para 2021 altera a fórmula de cálculo do Imposto sobre o Tabaco (IT), medida que, segundo os cálculos da consultora Deloitte, deverá refletir-se num aumento do imposto em cerca de cinco cêntimos por maço de cigarros e que “previsivelmente, corresponderá a um aumento de 10 cêntimos no preço de venda ao público do mesmo maço”. De resto a taxa deste imposto não é atualizada tal como sucede com as taxas dos restantes impostos sobre o consumo.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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