27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Pedidos de ajuda continuam a chegar diariamente à Cáritas de Coimbra

3 de Setembro 2021

Perto de 90 famílias, todas em idade ativa e a grande maioria com crianças e jovens a cargo, estão a ser acompanhadas pelo Centro Comunitário de Inserção (CCI), equipamento social da Cáritas Diocesana de Coimbra que funciona na Rua Direita, na Baixa da cidade.

De acordo com a assistente social Caren Teixeira, “todos os dias chegam novos pedidos de ajuda” ao Centro, situações que refletem as “situações de muita carência e grande preocupação” que continuam a existir na sua área de atuação, sobretudo nas freguesias de Almedina, Sé Nova e São Bartolomeu, ou seja, na zona da Baixa, Baixinha e também em parte da Alta da cidade.

“Todos os dias os nossos serviços são solicitados. Ainda estamos longe de conseguir solucionar todas essas problemáticas que são colocadas à nossa porta diariamente. Mas cada dia fazemos um bocadinho mais e melhor para fazer a diferença na vida dessas famílias que nos pedem ajuda”, realça. Recorda que o Centro está aberto todos os dias, de segunda a sexta feira, encontrando-se sempre nas instalações uma técnica para atender quem ali se dirige para pedir ajuda.

A maioria das famílias chega já sinalizada por outros serviços e entidades, como a Segurança Social, entidades parceiras da Comissão Social de Freguesia e outras instituições particulares de segurança social. Trata-se, no fundo, de um trabalho solidário em rede, onde a sociedade civil tem também um papel fundamental, pela forma solidária e altruísta com que, mesmo tendo as suas próprias dificuldades, tem ajudado quem se depara com maiores problemas.

Este apoio social é prestado desde que o CCI foi inaugurado, há quase 21 anos. A instituição tem avançado com vários projetos e iniciativas de cariz social. Com a pandemia, surgiu o Projeto Somos Família, que apoia atualmente cerca de 88 famílias, com 82 crianças e jovens, com idades entre os quatro e os 19 anos. Apesar do principal apoio ser o alimentar, tem havido também necessidade de ajudar noutras áreas, como pagamento de rendas, faturas de água e luz, entre outros.

“Graças a este projeto e à ajuda da sociedade civil temos conseguido apoiar as famílias todos os meses, com produtos de mercearia em geral e até carne e peixe, frutas e outros produtos frescos”, realça.

Caren Teixeira recorda que este projeto nasceu, durante a pandemia, para dar resposta às necessidades de famílias que ficaram ou permaneceram em situações de extrema carência económica e fragilidade social, contando com “padrinhos”, pessoas da sociedade que se disponibilizaram, mediante as suas possibilidades, para apadrinhar estas famílias.

Neste momento há apenas 22 padrinhos, número muito insuficiente para as famílias acompanhadas. A Cáritas lança, por isso, o desafio a todos que o possam fazer para apadrinharem alguma, explicando que a instituição fornece todas as informações sobre o respetivo agregado familiar e que cada um só doará cabazes com os bens alimentares que puder, tendo em conta a sua própria situação económica.

As famílias que ainda não têm padrinhos estão a receber, de igual modo, a mesma ajuda alimentar, mensalmente, com a entrega de cabazes que incluem não só mercearia mas também alguns produtos frescos, como carne, peixe e frutas.

“Conseguimos garantir sempre esta resposta a todos, graças a cabazes avulsos que costumamos receber e das parcerias que temos com a Comissão Social de Freguesias e também com os donativos que vamos obtendo”, realça.

Ajudar quem ajudava

A pandemia veio criar uma nova realidade a que continua a ser urgente responder. Caren Teixeira congratula-se por a comunidade estar sempre muito atenta e ser solidária com quem precisa, através dos mais variados apoios, mas lembra que a covid-19 criou problemas diferentes, ao fazer com que pessoas que habitualmente ajudavam tivessem que pedir apoio para si mesmas.

“No início da pandemia tivemos um grande aumento dos donativos. Depois, com o lay-off e a redução de horários de trabalho, sentiu-se uma quebra significativa e deparámo-nos com situações novas, em que pessoas que tinham as suas vidas organizadas começaram a precisar de ajuda para se conseguirem organizar em relação às despesas mensais. Foi preciso começar a ajudar quem tinha por hábito ajudar”, sublinha.

Neste momento, apesar de se verificar já o regresso a uma maior normalidade, as melhorias ainda não são visíveis. Caren Teixeira admite mesmo que “ainda não há muitas perspetivas disso”. O número de famílias acompanhadas não reduziu e, embora haja diminuição nalguns pedidos – como pagamentos de rendas, luz e água – o apoio alimentar continua a ser fundamental”, diz.

Material escolar precisa-se

Neste momento em que as famílias preparam o regresso à escola, a Cáritas está também a procurar ajudá-las nessa área. Nesse sentido, o CCI lançou uma campanha de recolha de material escolar de forma a que as crianças e jovens que acompanham tenham um início de ano letivo com aquilo que necessitam. Quem tiver possibilidade de ajudar, deve entregar nas instalações do CCI os materiais que são necessários a todos os alunos, como cadernos pautados e quadriculados; lápis de cor; canetas de feltro: lápis de grafite; esferográficas azuis, vermelhas e pretas; réguas; esquadros; compassos; mochilas; estojos; borrachas; tesouras; cola de batom e cola líquida. Quem não puder entregar pessoalmente pode contactar o centro, através do telefone 239 855 840 ou do email ccinsercao@caritascoimbra.pt.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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