16 de Setembro de 2021 | Coimbra
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Pedidos de ajuda aumentam na Freguesia dos Olivais

30 de Abril 2020

Estão a aumentar, em grande número, os pedidos de ajuda que chegam diariamente à Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais. Com um pelouro social a funcionar há 20 anos, a Freguesia tem assegurado um trabalho coordenado com as várias entidades, sempre no sentido de apoiar quem mais precisa. A situação de carência têm-se agora agudizado, com a “pobreza envergonhada” a ser um dos principais reflexos das dificuldades que a pandemia da Covid-19 está a provocar em toda a sociedade.

O presidente da Junta, Francisco Andrade, recorda que “a verba votada no plano de atividades para o plano de ação social, em Assembleia de Freguesia em dezembro de 2019, era de 30 mil euros, abrangendo tudo o que era sinalizado nessa área ano após ano e também os programas de qualidade de vida no envelhecimento”. A situação provocada pela pandemia, a partir de março, veio “alterar totalmente aquilo que a Junta tinha previsto fazer”, realça, dando conta que “são cada vez mais os pedidos de ajuda”.

Os casos mais urgentes prendem-se, como explica, com ajudas a nível alimentar e financeiro, nomeadamente para pagamentos de rendas, água, luz, gás e mesmo medicamentos. “Estamos a ter que responder a situações novas. Para além das famílias que já estavam sinalizadas, estão a surgir outras que estão a precisar muito de ajuda”, realça.

Cada situação é analisada de forma atenta pela Comissão Social de Freguesia que, para além da Junta, engloba a Câmara de Coimbra, a Cáritas Diocesana, a Segurança Social, a ABCD de S. Romão e a Saúde em Português. A Câmara de Coimbra atribuiu uma verba de 13 mil euros a esta Comissão, valor que se destina a apoiar todas as situações que, depois de analisadas, se comprove a efetiva necessidade.

O presidente da Junta admite que a verba canalizada para esta área social está longe de ser suficiente. “Para além dos 30 mil euros que votámos em plano de atividades em Assembleia, vimo-nos obrigados a ir buscar verbas a outros pelouros, dentro do orçamento da Junta, destinadas a eventos que não se irão realizar, como a Romaria do Espírito Santo, os Santos Populares e as Noites de Verão”, esclarece, informando já que a Junta decidiu cancelar todos os eventos que estavam programados até agosto.

Situações repentinas de desemprego, formações interrompidas ou concluídas, empregos precários, o encerramento de algumas instituições e o isolamento social, o que acarreta mais despesa sobretudo a nível alimentar, são alguns dos motivos que, segundo Francisco Andrade, estão a deixar muitas famílias em situação de grande carência.

A Junta tem ajudado como pode, não só fornecendo bens alimentares mas ajudando em questões logísticas, como “ir buscar e entregar as refeições confecionadas aos restaurantes solidários e instituições, quer assegurando que os medicamentos não faltem a ninguém”.

“É a nossa equipa que está no terreno a trabalhar para que nada falta, articulando o seu trabalho com as instituições”, sublinha. Para além destes apoios, a Junta continua a tentar responder às famílias que precisam de outros bens, como eletrodomésticos, camas, colchões, fraldas e, na área do ensino, de computadores e tablets. O executivo lançou o apelo a quem pudesse ajudar e foram vários os apoios que surgiram, que permitiram à Junta entregar já perto de uma dezena de computadores a alunos dos seus agrupamentos de escolas que precisavam destes equipamentos para acompanharem as aulas à distância.

“Estes computadores são oferecidos aos alunos e quem deu o seu contributo recebe a informação de onde foi aplicado o seu dinheiro. As pessoas têm sido solidárias, estamos a pensar em adquirir mais alguns, num trabalho que é sempre articulado com cada agrupamento, que nos dá conta das necessidades existentes”, assegura.

A Junta dos Olivais tem apostado fortemente, ao longo dos anos, na área social. Os tempos atuais exigem “ainda mais respostas”, estando toda a equipa atenta às necessidades da população. Francisco Andrade elogia a dedicação e empenho da sua equipa, bem como das instituições da freguesia, e agradece também toda a solidariedade que tem chegado da sociedade civil, relembrando que quem quiser ajudar pode fazer chegar os seus donativos à junta.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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