14 de Agosto de 2022 | Coimbra
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Paulo Cardoso quer potenciar turismo na natureza em Torres do Mondego

24 de Junho 2022

É natural de Coimbra, tem 53 anos, e está no terceiro mandato à frente da freguesia de Torres do Mondego. Paulo Cardoso, presidente da Junta, quer o melhor para os seus habitantes e entre as prioridades estão o acesso ao saneamento a toda a população, o apoio aos idosos e a fixação dos jovens na freguesia. O autarca acredita também que o turismo e o desporto na natureza são a grande alavanca para atrair mais gente ao território.

Quem é o presidente Paulo Cardoso?

O presidente Paulo Cardoso é Engenheiro Informático e trabalha há muitos anos no setor público, atualmente na Câmara Municipal de Coimbra e que, em 2013, resolveu candidatar-se às lides políticas e tentar liderar a freguesia de Torres de Mondego e conseguiu e vai cá continuar até 2025.

Como tem sido este período à frente da Freguesia de Torres do Mondego?

Quem se candidata a estas freguesias mais pequenas como é a minha é sempre com um espírito de missão em tentar ajudar as suas populações e fazer o melhor possível por elas. Foi sempre isso que me levou a abraçar este cargo. Pretendo tentar servir da melhor maneira os meus fregueses, proporcionando-lhes as melhores condições que se comprova pelo sorriso deles, que é o motor que me vai mantendo aqui.

Que prioridades tem traçadas para a freguesia?

Há dois assuntos prementes, a cobertura total de saneamento, pois não existe na margem esquerda nas populações de Zorro, Palheiros e Carvalhosa e esta é uma luta que tenho tido junto das Águas de Coimbra, que tenho indicação que o projeto já está pronto, e das Águas do Centro Litoral, que é o emissário final. Ambiciono que no meu mandato consiga dar esta prioridade como concretizada ou que esteja pelo menos no terreno. Outra grande prioridade é a questão social, pois temos uma população envelhecida e queremos dar-lhe as melhores condições possíveis.

E que grande projeto defende para o futuro?

Como lhe disse, o saneamento na margem esquerda. Depois há todo um conjunto de iniciativas que vamos dinamizando para tentar revitalizar a freguesia, nomeadamente na área do turismo e do desporto, pois o que temos para oferecer é sem dúvida a natureza e queremos potenciar essa vertente turística. Exemplo disso são as nossas provas de desporto regionais, como o Trail das Azenhas, e até nacionais, como o Mondego Ultra Trail, bem como a nossa Mata de Vale de Canas e a Praia Fluvial Palheiros e Zorro, onde hasteámos esta semana a Bandeira Azul e é um local que também pretendemos remodelar, tornando-o mais moderno e apelativo para servir melhor quem usufrui daquele espaço.

Quais as principais intervenções efetuadas até ao momento?

As obras de maior dimensão, como a ponte pedonal definitiva na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro e o saneamento em toda a zona de serra, em Casal do Lobo, Cova do Ouro, Serra da Rocha e Dianteiro, obra que terminou há cerca de dois anos. No entanto, há outras pequenas intervenções que vamos concretizando que trazem conforto aos nossos fregueses, nomeadamente, tratamento de águas pluviais, asfaltamento de vias, enriquecimento dos fontenários, entre outras.

E a nível de iniciativas, o que está programado?

Temos algumas associações que dinamizam diversas iniciativas culturais e que apoiamos. A JF de Torres do Mondego também realiza muitas atividades, entre elas o Festival de Música Moderna que contrabalança os festejos mais populares com música mais tradicional, pelo que queremos apostar em algo diferenciador. A iniciativa vai decorrer de 15 a 17 de julho, na nossa Praia Fluvial, com entrada livre, e que conta com a presença de oito bandas, das 20h00 às 00h00. Além disso, estamos a preparar em conjunto com algumas coletividades a concretização para o ano da Festa da Freguesia, com uma mostra de gastronomia e artesanato e tentar casar a beleza da paisagem da serra e do rio, em que todas as associações participem e deem a conhecer a sua atividade, potenciando o associativismo. Regularmente tentamos trazer diversos grupos musicais, como coros, fado e outros artistas até da freguesia e não só, um trabalho que queremos continuar a dinamizar.

Como tem sido a articulação com a Câmara? Considera os apoios recebidos suficientes?

Qualquer presidente de Junta gosta de ter sempre mais dinheiro para poder fazer mais obras e apoiar mais os cidadãos. No nosso caso celebrámos o protocolo de descentralização de competências com o Município que contempla as limpezas de ruas, espaços verdes, pequenas intervenções nas escolas, que já fazíamos e que continuamos a fazer. Neste aspeto estamos satisfeitos. No que respeita ao contrato interadministrativo acordado com a autarquia será para fazermos obras de cariz municipal nas freguesias e aí a verba é exígua, pois estamos a falar de 45 mil euros e tendo em conta o preço a que os materiais estão hoje em dia, limita-nos naquilo que queremos realizar. Mas vamos tentar melhorar estas verbas até porque foi uma das promessas do atual executivo em dar mais apoio às freguesias.

 O que destaca a nível de património da sua freguesia?

Dizem que somos quase do tempo da fundação da Nação, mas em termos património arquitetónico não temos assim nada de significativo, apenas algumas casas brasonadas. A nível de património natural somos muito ricos. Temos a Mata de Vale de Canas e a Praia Fluvial de Palheiros e Zorro. Também temos as nossas capelas e igrejas com elementos característicos e antigos das várias povoações.

A freguesia tem recebido muitos visitantes?

A Praia Fluvial atrai sempre muita gente, principalmente no Verão. No âmbito de um projeto desenvolvido pela CIM de Coimbra já contemplamos três trilhos homologados oficialmente e tentamos que as pessoas nos visitem durante o ano e que venham conhecer a nossa paisagem, fauna e flora e que possamos cada vez mais potenciar estes caminhos que queremos alargar.

Há mais ou menos habitantes em Torres do Mondego?

O facto de os jovens terem um mundo à sua disposição e irem para fora, juntamente com uma população envelhecida que, naturalmente, nos vai deixando, tem feito com que haja o decréscimo da nossa população. Os Censos 2021 indicam que somos a freguesia do concelho que perdeu mais população, pelo que o meu objetivo é angariar formas de tentar reverter esta situação ou pelo menos estabilizar para que não passemos a ser uma freguesia insignificante.

O que espera destes próximos anos de mandato à frente da freguesia?

Serão mais três anos e meio que espero terminar com o sentido de dever cumprido, pois é para isso que cá estamos e de fazer o máximo pelos nossos fregueses. Quero sair de cabeça erguida e com a capacidade de deixar tudo correto para quem vier a seguir consiga dar continuidade ao trabalho na freguesia.

Quer deixar alguma mensagem aos seus fregueses?

Deixo uma mensagem de esperança em tentarmos fazer mais para que consigamos ter um território aprazível para que as pessoas gostem de viver aqui. Aproveito para apelar a que a população venda a um preço acessível ou ceda os terrenos, alguns abandonados e que podem ser potenciados para várias iniciativas e projetos, para que as pessoas se possam fixar na nossa freguesia e consequentemente melhorar o nosso território.


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