20 de Abril de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

PÁSCOA! Aleluia

17 de Abril 2026

Prosa-Verso

I

Nunca me afasto na Páscoa, p´ra visitar os meus mortos,

Naquela bonita aldeia beirã.

Este ano decidi ir até lá, e voltar para cá,

Percorrendo os quilómetros que distam de mim, entre o cá e o lá,

Cavalgando nas memórias e histórias que com eles vivi;

Parte integrante da minha vida.

Aleluia.

II

Por isso, agarrei numa caneta, e lá vou eu a cavalo da escrita,

Por entre os rabiscos que a pena delineou.

Á chegada, p´la estrada sinuosa do aparo, já tinha escrito p´ra todos eles.

Aleluia.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

III

“Os nossos mortos, não morrem,

Por isso vim de longe, p´rós visitar.

Caminham a meu lado,

Sempre juntos, de braço dado.

Comigo vão passear,

Sempre a conversar.

Cansados, pedem-me para os devolver ao chão,

Aonde para de bater o coração.

Levantai-vos, voltai à vida! Disse eu.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.”


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