Tenho direito a ser o que eu quiser:
Marginal, peregrino, sonhador,
Criança, adolescente, homem, mulher,
Guerreiro, arauto, louco, trovador.
Tenho direito a ter o que ora houver:
Da sinfonia ao som do vil estertor,
À migalha de amor que um ser me der
Ou à fartura de ódio e até rancor.
Tenho direito a ser e a ter o quê?
O verso que alguém escreve e ninguém lê,
Apesar da ciência douta, enfim?
Por isso, já não quero ter direito
A ser ou ter o que outros de outro jeito…
– Palavras que o Silêncio grita em mim!