16 de Março de 2026 | Coimbra
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Martinho

PARA QUE SERVEM OS PARTIDOS POLÍTICOS!

8 de Março 2024

Num artigo inserto no D.C., de 23 de Fevereiro, o senhor Adelino Cadete, de Condeixa, perguntou “Para que serve o Chega?” e encorpou a interrogativa com algumas expressões que, a nosso ver, ridicularizam o Dr. André Ventura e o seu Partido, indeferindo-os com a sua condenação ao ostracismo das instituições partidárias, das quais respigamos apenas as seguintes: “…para que serve o partido de um homem só”; “…ou como um amigo, muito a propósito, chamou de Chega Unipessoal, Ldª.”; “Então, na realidade, cada voto neste partido é um voto que não acrescenta nada de positivo para a sociedade portuguesa”.

Respondendo à interrogativa, temos por adquirido que o articulista tem um conceito material antagónico de Democracia, desde logo por não conceber a existência de uma instituição partidária que não se subsume no seu ideal partidário e, portanto, é inútil, senão mesmo nefasta à sua ideologia. Na adversativa, estimulamos-lhe a memória no sentido de que um democrata autêntico é aquele que, numa situação política

-administrativa, faz parte do povo que governa através de representantes seus, periodicamente eleitos, isto é, aquele que está inserido num sistema político em que a autoridade emana do conjunto de cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e de liberdade.

Psicologicamente, o ser humano (pessoa) é, enquanto aberto aos seus semelhantes, integrado numa comunidade de pessoas e orientado para um ideal e considerado na sua individualidade física e espiritual, sujeito de direitos e deveres na sua existência civil. Como é da mais elementar compreensão política, não há candidatos a representantes dos eleitores sem a sua filiação partidária, ainda que concorrendo como independentes e, portanto, não há Democracia sem instituições partidárias que assimilam uma quantidade maior ou menor de simpatizantes e/ou aderentes, que dão substância à sua sustentabilidade.

Em congruência com o raciocínio retro, o senhor articulista ao ridicularizar e refutar o Dr. André Ventura e, simultaneamente, o seu “Partido de um homem só”, o qual é a terceira força política no universo do Parlamento, manifesta-se como um tendencioso, e que não só molesta ostensivamente muitos milhares de aderentes e/ou simpatizantes do “Chega”, como denota uma carência inata de democracia.

Para concluir, sublinhamos que não somos simpatizantes do “Chega”, nem extremistas mas, por tendência, moderados porque respeitamos as diferenças.

 

 

 


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