Não irás ter, Leitor, notícias minhas.
São já volvidas décadas de versos.
Cansei-me até das próprias andorinhas
Que voam só comigo em céus dispersos.
Não irás ler mais ditos controversos,
Se as palavras que escrevo são daninhas.
Restam-me apenas Outros Universos,
Onde não haja musas nem rainhas.
Não irás submeter-te à melopeia
Que brota das estrofes em cadeia,
Sob o pretexto de haver arte e génio.
Não irás ser, Leitor, o leitor meu,
Pois o homem que encontrei já se perdeu…
– Nem mesmo que vivesses um milénio!