A notória obsessão das tropas portuguesas por se libertarem da guerra, alertou os turras para a intensificação do conflito, entre fações intestinas, expectantes, há muito esperado ( o MFLA e a fação de Chipenda, abrindo o ciclo da guerra civil, entre a FNLA e a UNITA, apoiadas pelo Zaire; e esta e a fação de Chipenda, apoiadas pela África do Sul; MPLA, apoiado por Cuba e URSS; FNLA e UNITA, apoiadas, indiretamente, pelos EUA; e a FNLA pela China), para reclamaram, cada uma para si, o direito à governação, submetendo Portugal ao vexame de se ter aliado ao MPLA e a determinadas forças caseiras, que caíram inânimes no 25 de Novembro de 1975.
Com tal atitude, o governo português mandou a Democracia às malvas e reconheceu, exclusivamente, o MPLA, em fevereiro de 1976, declarando – mais uma vez, com alarde e com falso grito democrático, a todos aqueles movimentos internos, que se gladiavam ferozmente – ter entregue Angola àquela fação, em detrimento das restantes.
Aquando da descolonização (exemplar), a URSS, o Zaire, a África do Sul, Cuba e China abriram as suas garras, entraram em tropel pelo país fora e mostraram ao que iam – rapinaram tudo o que quiseram e destruíram o que não lhes interessava e, sobretudo Cuba, que a mando da sua protetora, URSS, acostou os seus barcos aos cais e carregou fábricas totalmente desmanteladas para o efeito, os carris das vias férreas e outras infraestruturas transportáveis e, para que não restassem dúvidas sobre o rasto da sua devastação, arrancou toda a calçada portuguesa do amplo passeio que circundava a grandiosa e deslumbrante Baia de Luanda, e com a indiferença das restantes fações, lingou tudo para os barcos, levantou ferro e descarregou em Cuba o contingente, no valor de muitos milhões de contos.
De recordar que essa incomensurável invasão aconteceu depois dos portugueses, que se conseguiram salvar, terem abandonado o pais das formas mais horripilantes e perigosas, porque ainda foram perseguidos pelos países por onde se esquivavam. Decorridas algumas dezenas de anos e, marcadamente, já no consulado do atual Sr. Presidente, aqueles que procuraram Portugal para conseguirem uma vida digna e os emigrantes que, através das múltiplas redes sociais conseguem relatar, fazer vídeos e reportagens, televisivas, mostram, que baste, a tortura a que são submetidos os revoltados contra o regime e a perseguição política de outros não conformados.
“Ainda recentemente, saíram à rua um ror de revoltosos, num cenário de guerra civil, em protesto pelo aumento dos combustíveis, num país com enormes reservas de petróleo e um dos principais exportadores em África.