Saltar as fogueiras, os pavilhões para a dança, os mandadores, os manjericos, os namoricos, o vai de roda rememoram a ambiência sanjoanina e dos santos populares, vivida, em geral, em Coimbra. Contudo, por alguma influência das festividades do Santo António, em Lisboa, e das sua marchas populares, Coimbra e várias localidades da região, pelos anos 80 do século passado, começaram a realizar e a apresentar, além dos festejos tradicionais, as suas MARCHAS POPULARES. Em Lisboa, em 1932, promovidas por dois jornais, foram lançadas as marchas representando três bairros alfacinhas; dois anos depois ganharam fôlego aproximando-se do que vemos atualmente. Apesar da experiência e longevidade das marchas lisboetas, as da nossa cidade e região alcançaram, este ano, notável brilho. Representando localidades, freguesias, bairros ou associações, as MARCHAS POPULARES da região merecem um aceno de simpatia e forte aplauso. Baseio-me em comentários recebidos e imagens que visualizei. Todas as marchas merecem os parabéns. Para que não se perca o esforço de organizadores, marchantes, coreógrafos, músicos, poetas, costureiras e demais contributos seria interessante promover, pelo menos, dois ou três encontros da maioria das marchas, em exibição em conjunto, num espaço a determinar, para estas chegarem, com a sua beleza e as suas cores, a um público mais vasto. Talvez O DESPERTAR possa equacionar, quem sabe? uma destas realizações pois, afinal, marchas populares e jornais andam juntinhos. Pelo menos, começaram juntinhos.
ATROPELAMENTOS
Uma jovem foi atropelada na Ponte de Santa Clara, na última segunda-feira. Poucos dias antes, na Figueira da Foz, um condutor de um automóvel terá causado um atropelamento de uma jovem que entrou em estado crítico no hospital da cidade-praia. Na nossa região, tal como no país em geral, os atropelamentos registam um número exagerado e as consequências mortais, além da gravidade em feridos, são motivo de forte preocupação. Recorrendo ao balanço do último ano, Portugal registou 3578 atropelamentos. Houve dezanove vítimas mortais, 3424 feridos ligeiros e 211 feridos graves. São números exagerados e que arrepiam. Se os condutores precisam de ter cuidado máximo nas passadeiras é igualmente preciso que os peões só atravessem quando se sentem seguros e devem fazê-lo nas passadeiras. Porém, fico preocupado quando vejo transeuntes a atravessarem as passadeiras, ou fora destas, em ousadas travessias a falar ao telemóvel ou com auscultadores nos ouvidos. Somos, em termos rodoviários, um país de facilidades e o sangue no asfalto continua. Precisamos de mais campanhas rodoviárias e de limitações nas velocidades. Não podemos morrer, ingloriamente, vítimas de acidentes na estrada.
VARELA PÈCURTO NO MUSEU FERROVIÁRIO
Muito tenho escrito com o maior prazer, nestas páginas, acerca do Decano da Comunicação Social de Coimbra, o Senhor, o grande senhor VARELA PÈCURTO. Visitei, há dias, o MUSEU FERROVIÁRIO DO ENTRONCAMENTO e ali encontrei, ampliadas, fotografias captadas por este protagonista da cidade, da informação e da arte. São fotos referentes a ambientes ferroviários fixados a preto e branco na linha do neorrealismo que Varela seguiu. É um dos maiores e só lhe desejo boa saúde na sua aplaudida veterania. Um abraço.