5 de Abril de 2026 | Coimbra
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Martinho

OS CONCEITOS DE COMPORTAMENTO HUMANO

2 de Abril 2026

Os comportamentos em geral abarcam o conjunto de reações objetivamente observáveis nos subsistemas abertos do ecossistema global – a esfera terrestre. Biologicamente, designam todas as ações ou reações dos seres vivos; e, sociologicamente, abrangem as atividades dos grupos humanos.

Comportamentos estes, reflexos (inatos) que nascem com o indivíduo e são independentes depois do nascimento; ou natos, congénitos, por inclinação natural, nascem com a pessoa – apreendidos. Daí que cada grupo humano seleciona, detém práticas, ensina, cultiva padrões culturais, os quais, conjuntamente com fatores biológicos (hereditariedade) irão determinar as tendências comportamentais que os indivíduos aprendem a praticar.

No quadro antropológico geram-se certas classes de conhecimento: pelos usos, costumes, rituais, normas, crenças, etc., fazendo realçar toda a singularidade dos mais específicos comportamentos humanos. O homem é, afinal, um ator, em que o seu comportamento depende, como disse, da herança genética, do que lhe foi ensinado e transmitido pelos pais, pela escola, pelos modelos que o identificam e como ator, que é, comporta-se como imitante.

Da heterogénese de evolução do indivíduo, dessa alternância evoluem e/ou degeneram gerações, cuja alteração de índole deu origem a diversos tipos de carácter, de personalidade, como por exemplo: bonomia vs avareza; simpatia vs antipatia; sedutor vs asqueroso; pacífico vs quezilento; sereno vs nervoso; assertivo vs hesitante: imparcial vs tendencioso; audaz vs medroso; leal vs traiçoeiro; grato vs ingrato, etc.

Em resumo, esta infindável panóplia de comportamentos antagónicos são exemplos da psicologia comportamental, que se projeta pela existência de cada ser humano. “Quer se aceite, doutrinariamente, o determinismo, que parte da afirmação de que o futuro é único e pré-determinado, por que nenhum acontecimento (comportamento) poderia ter ocorrido de maneira diferente, uma vez que subordina a vontade humana, e que tudo o que acontece tem uma absoluta”;

“Quer se aceite o indeterminismo, o livre-arbítrio, que defende que nem todos os eventos naturais e humanos são estritamente previsíveis ou causados por leis prévias. Associa-se, entre outras, à existência de múltiplas possibilidades futuras. Tudo terá as suas causas, mas a vontade do homem não está a elas submetido. As causas passam-lhe ao lado como algo estranho à sua existência e, nesse sentido, não aceitam o caos”.

O que é certo é que por uma causa ou por outra, os inúmeros comportamentos acontecem e condicionam, decisivamente, a conduta do universo da Humanidade.

(cfr. google, Rousseau, David Hume, J. B. Watson, Erasmo, Lutero, etc )


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