Nos anos 40 e 50 do século passado a ORQUESTRA TIVOLI JAZZ, sedeada em Montemor-o -Velho, marcou aquela época atuando em muitas localidades em especial na região centro. O seu nome está na memória afetiva dos mais idosos. Em bailes, na animação popular e de festas, esta Orquestra de Montemor foi um sucesso. Dispunha de viatura própria para as deslocações e um conjunto de instrumentistas e cantores elogiados e solicitados. A proximidade nas residências e a amizade dos seus componentes, alguma familiaridade e uma sólida formação musical que as filarmónicas proporcionavam, foram motivos, ao que admito, para o grande sucesso da ORQUESTRA TIVOLI. Caso houvesse, como hoje, a facilidade de gravar e de atuar nas rádios e televisões para o grande público, acredito que a ORQUESTRA TIVOLI JAZZ seria uma das bandas de topo. Esta evocação permite-me adiantar uma sugestão: Montemor-o-Velho honrar a memória desta inesquecível Orquestra e dos seus componentes. Uma rua com o nome da orquestra e uma placa com referência a quem a integrou seria um prestigiante exercício memorioso. Eis alguns nomes e espero que os leitores ajudem a ampliar a lista, na eventualidade de não estar completa: TONINHA, ZÉ MORENO (o vocalista), DEOLINDO PESSOA, QUIM MARANHA, JOAQUIM BARRANCA, AUGUSTO LEAL, ESTEVÃO MILHEIRO, ARMANDO JORGE, ADRIANO MARQUES BOM.
QUE “JOIA”! HORÁCIO POIARES
Há pouco tempo o professor JOIA foi homenageado por um grupo da Associação Académica. Admirado cavalheiro do desporto conimbricense, dinamizador do Andebol e atual memorialista, em concreto na área da fotografia, HORÁCIO POIARES por todos conhecido por JOIA foi alvo de uma homenagem oportuna e que teria merecido uma ampla divulgação e participação. Da Direção Geral dos Desportos, à Secção de Andebol da Académica, JOIA é um nome incontornável na prática e gestão desportiva. Polivalente, deu gosto vê-lo envergar a camisola da Académica e voar, sem entrar na área, para o golo certeiro e para a vitória necessária. Com o contributo do Professor Damas Paiva o andebol deu um passo em frente, em Coimbra, nos anos 60, e o JOIA tomou-lhe o gosto e seguiu-lhe os passos. Um forte abraço para este grande Senhor. No Facebook encontram várias e afetuosas memórias publicadas pelo JOIA.
CARTUNISTA E NARRADOR? É O “BELI”
O nosso loirinho BELISÁRIO (cabelos loirinhos nos verdes anos, agora branquearam), brilhante cartunista de O DESPERTAR com o seu traço muito próprio, enveredou, recentemente, pela escrita e surge-nos como um pródigo contador de histórias relatadas com naturalidade como quem pesca um belo peixe. Sai amanhã o seu livro AS TRÊS SENHORAS. Já aqui revelei que o BELISÁRIO (BELI) foi campeão mundial de pesca e além de termos sido colegas na juventude tive o privilégio de o entrevistar na faceta de premiado pescador. Agora prefaciei com grande entusiasmo e felicidade este seu primeiro romance. Monogamia, poligamia, poliandria caem na rede do Belisário com o pseudónimo de JOAQUIM DA CRUZ como seu avô.
LAURINDA BONITO, DE PARABÉNS
Um ambiente festivo com feição de justa homenagem envolveu LAURINDA ANTUNES BONITO no passado sábado, na nossa cidade. Homenagem e abraço de parabéns pelos 70 anos e pelas amizades construídas por esta professora do secundário. Seu filho, Dr. NUNO BONITO, é um conceituado médico no Instituto Português de Oncologia (IPO) e respirou, na jornada festiva, sentimentalidade filial. Natural do CASAL DO REDINHO (Alfarelos), LAURINDA BONITO teve uma aplaudida época teatral naquela localidade onde pontifica a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva com atividades como, por exemplo, as do Grupo de Cordas e Cantares, Ténis de Mesa, Escola de Música, realização da Caminhada Rota dos Arrozais e Teatro. A LAURINDA e o FILHO são, aliás, um belo exemplo desta força de talento teatral que cresce no Baixo Mondego. Ambos com aplaudidos desempenhos em palco. Parabéns.