29 de Janeiro de 2023 | Coimbra
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Ordem dos Médicos promove simpósio sobre os 43 anos do SNS

8 de Setembro 2022

“As crises sociais e o impacto do SNS” são o tema do simpósio que vai acontecer em Coimbra de 15 a 17 de setembro, no âmbito dos 43 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo presidente da SRCOM, Carlos Cortes, trata-se de uma iniciativa “que vai servir para fazer uma análise aprofundada daquelas que são as dificuldades, não só do SNS, mas também do sistema de saúde em toda a sua globalidade”.

“Mas mais do que fazer um levantamento dos problemas, até porque muitos deles já são conhecidos de todos nós, o que pretendemos é lançar pontes para o futuro”, adiantou.

Carlos Cortes realçou ainda a importância de se encontrarem soluções para que o país tenha “um SNS verdadeiramente universal, com resposta de igualdade e também de equidade”. Para tal, considerou ser necessário “tornar o SNS atrativo, de forma a evitar a saída destes profissionais de saúde para o setor privado ou para o estrangeiro”.

“Está a acontecer um fenómeno novo, em que alguns médicos, desmotivados com as condições para poderem tratar os seus doentes, pura e simplesmente deixam a profissão médica”, acrescentou.

O representante dos médicos do Centro apontou a necessidade de se encontrar “uma resposta enérgica e célere”. “Não podemos estar à espera tantos dias de ter um novo titular para a pasta da Saúde, pois é preciso agir, encontrar e implementar as soluções, porque as doenças não esperam”, reiterou.

Sobre o simpósio, com a duração de três dias, que se vai realizar no Pavilhão de Portugal, em Coimbra, Carlos Cortes destacou que o arranque está marcado para o Dia do Serviço Nacional de Saúde, que se assinala a 15 de setembro.

“Vai falar muito do passado e do enorme contributo que os médicos dão ao SNS”, revelou.

Ainda neste dia, “um grande marco social”, vai ser homenageado, a título póstumo, “uma personalidade ímpar de Coimbra”, Mário Mendes, médico e professor catedrático.

“Teve um papel muito importante no grande movimento dos anos 60, das carreiras médicas, e, mais tarde, foi quem liderou o grupo de trabalho que iria dar a génese ao SNS”, afirma Carlos Cortes, reforçando que ao homenagear o médico, “estamos a elogiar o trabalho de todos os profissionais de saúde, mas também o seu enorme contributo para a saúde e para o SNS ao longo dos tempos”.

A homenagem vai decorrer no Pavilhão Centro de Portugal, no Parque Verde do Mondego, em Coimbra, às 19h00, num momento moderado por Luiz Miguel Santiago, especialista em Medicina Familiar e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A investigadora de História Contemporânea Maria Inácia Rezola vai também estar presente para ilustrar e reforçar a relevância da figura de Mário Mendes na própria arquitectura do SNS. O dia vai terminar, e a respetiva homenagem, com a cerimónia da rega da “Oliveira do SNS”. Recorde-se que esta oliveira é uma representação simbólica da paz, plantada no Parque Verde, em 2009.

A iniciativa acompanha, assim, as comemorações dos 43 anos do SNS e tem o objetivo de promover uma discussão participativa, aberta a médicos e profissionais de saúde, bem como à população em geral sobre a realidade do presente do SNS, não esquecendo de analisar alguns elementos do passado e, principalmente perspetivando o futuro do mesmo. Estas temáticas vão estar em evidência nos vários painéis, mesas redondas e debates previstos para os três dias, onde vão marcar presença médicos de vários pontos do país e além-fronteiras. O programa incluiu ainda duas conferências, uma delas contando com a intervenção da antiga Ministra da Saúde e da Igualdade, Maria de Belém Roseira.

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, defendeu na quarta-feira (7) que os profissionais têm de voltar a ter um papel social, para fazer face às dificuldades e incertezas que se vivem na área da saúde.

“Os médicos têm de voltar a ter este papel social neste momento de aflição, de incerteza e até de desorientação do próprio poder político, em encontrar as respostas certas para as necessidades em saúde dos portugueses”, sustentou Carlos Cortes, depois de recordar o Serviço Médico à Periferia, em que no final dos anos 1970, os médicos “levavam a saúde a todos os cantos do país”.

 


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