Já é dezembro, quase 25.
Meu coração pulsa ZULMIRA só.
Fecho a porta da rua, mas sem trinco…
– Não vá passar por perto o tal trenó!
O presépio que enfeita a tua ausência
Foi montado por ti noutros natais.
Mas da época, sinto a displicência
De não poder beijar-te e muito mais.
Da janela do quarto, onde Morfeu
Te arrancou dos meus braços, oiço a Lua
A murmurar: “O Céu é todo teu,
Se Zulmira quiseres que seja tua!”.
E nesse instante, um homem de vermelho
Põe-me dentro dum saco e voa além
Da imensidão do mar que é o próprio espelho
De Onde cintilas como estrelas, Mãe!