24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Paulo Ilharco

ONDE

23 de Dezembro 2025

Já é dezembro, quase 25.

Meu coração pulsa ZULMIRA só.

Fecho a porta da rua, mas sem trinco…

– Não vá passar por perto o tal trenó!

 

O presépio que enfeita a tua ausência

Foi montado por ti noutros natais.

Mas da época, sinto a displicência

De não poder beijar-te e muito mais.

 

Da janela do quarto, onde Morfeu

Te arrancou dos meus braços, oiço a Lua

A murmurar: “O Céu é todo teu,

Se Zulmira quiseres que seja tua!”.

 

E nesse instante, um homem de vermelho

Põe-me dentro dum saco e voa além

Da imensidão do mar que é o próprio espelho

De Onde cintilas como estrelas, Mãe!


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