Olivença, nas luzes do outono,/
folhas que caiem em praças e ruas,/
brisas tuas embalam o teu sono,/
reflexos, talvez, das desgraças tuas.//
Terra tantas vezes ao abandono,/
campos teus amanhados com charruas,/
e enquanto reis disputavam tronos,/
o povo labutava de mãos nuas.//
Alguma vez serás recompensada/
p’la resistência qu’em ti se pode notar,/
sentida mas bem pouco proclamada?//
Dá a todos tud’o o que podes mostrar,/
da tu’ altivez fria mas pensada,/
sempr`à espera de quando possas falar…