Porque dos teus heróis nunca se fala,/
antepassados dos teus habitantes,/
nomes que nenhuma plac’ assinala,/
tantas e tantas omissões gritantes!//
Memórias há que ninguém embala,/
em silêncios por demais constantes,/
Olivença, tanto de ti se cala,/
ou se dizem atoardas chocantes!//
Qu’ ao menos em verso se possa dizer,/
e denunciar a cada momento,/
que mentir não é forma de proceder.//
Resta deixar um sentido lamento;/
e deixar Olivença p’lo menos ter/
força p’ra ser livr’ em conhecimento….///