Embora a destempo, mas mais vale tarde do que nunca, como dizemos nós – o povo -, ao estudar este prestigiado periódico é que me apercebi da omissão indesculpável de me associar à celebração do aniversário da longa jornada dos 108 anos de atividade dos obreiros da árdua missão de iluminar a Urbe com a chama da notícia tempestiva e da cultura que subjaz do pedestal da Velha Universidade, da irreverência estudantil, da qualidade da informação que a ambiência exige e da isenção que lhe é peculiar.
Tive o privilégio de conhecer e privar, amavelmente, com alguns dos anteriores continuadores desse audacioso “encargo”, que embora a boa vontade alivie, apesar desse lenitivo, não cederam em momentos de maior turbulência política. Além desses pergaminhos, tem o condão de não ser tendencioso, o que lhe dá o tom salutar de preencher o espaço destinado aos artigos de opinião, onde exalam o pensamento, a inspiração dos articulistas e o seu livre pluralismo ideológico, sobre as mais diversas áreas da realidade social, política e económica em que estamos mergulhados e que tão agitada se encontra no momento que vivemos.
Tão singular periódico é a minha leitura preferida, sem desmerecer os seus honrosos similares por que, para além da indispensável informação que me debita e aos outros estimados leitores, proporciona-me boa disposição, ao soletrar a rubrica das “ANEDOTAS”, tão reconfortante em momentos em que a felicidade eventualmente me abandona.
Um bem-haja, portanto, aos obreiros desta prestimosa conceção, não circunscrita apenas à sua “Referência Regional”, dirigida pela batuta da sua muito Ilustre Diretora, Drª. Lina Maria Vinhal (Ferreira), a quem presto, aqui mesmo, a minha homenagem e os votos de coragem para não deixar esmorecer o brio, pundonor, que alimenta o substrato dessa instituição em que, na respetiva secção, me tem sido permitido depositar os meus desabafos.