14 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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António Inácio Nogueira

Ó António

18 de Julho 2025

I

Ó António,

Sempre sonhaste,

Os sonhos escreveste,

A tua solidão cultivou-se nas letras;

Afinal, ó António, letras não são tretas!

Agora, António, não beijas as letras, tudo mudou;

São seringas, comprimidos, antibióticos; tudo te perturbou.

II

Parou o tempo, ó António, a vida vivida,

E quem a apanhou?

Foi o cosmos que se agitou,

E transformou tudo no caos

Onde o António navega a sua vida,

Há muitos meses perdida;

Quando a achará?!…

Talvez um dia, acolá.


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