4 de Agosto de 2021 | Coimbra
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Novo projeto da Associação das Cozinhas Económicas apoia idosos

18 de Junho 2021

A Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (ACERSI) lançou ontem um novo projeto, pioneiro e inovador, que pretende contribuir para o envelhecimento ativo e feliz.

Com 30 utentes na valência de lar e 20 a serem acompanhados no Serviço de Apoio Domiciliário, a instituição continua a diversificar as respostas, de forma a ir ao encontro das necessidades mais urgentes da população que serve mas procurando também, ao mesmo tempo, criar ainda outros projetos ocupacionais, como sucede agora com o Lab Center´s. A ACERSI é a primeira instituição de Coimbra a integrar esta rede da Agilidades, empresa criada por investigadores e profissionais com interesse nas terapias recreativas como meio de avaliar e treinar a função motora, cognitiva, social e também a educação para a saúde.

Lançado ontem na instituição, com a entrega dos materiais à equipa, este projeto assenta na dinamização de “jogos sérios que contribuem para a reabilitação psicomotora da pessoa idosa, respeitando-a”. De acordo com a assistente social da ACERCI, Teresa Sousa, “são jogos que permitem a estimulação cognitiva e motora, sem o intuito de infantilizar ou minimizar o idoso”.

O projeto arrancou ontem, altura em que a instituição foi também distinguida como “Promotora do Envelhecimento Feliz”, um reconhecimento por todo o trabalho que tem vindo a fazer nesta área. Nesta primeira fase, o projeto vai destinar-se aos utentes do Centro de Dia e do Apoio Domiciliário, sendo intenção da equipa estendê-lo, num segundo momento, às pessoas que frequentam as atividades da “Oficina dos Avós”, que funcionam na sede da Junta de Almedina e que são abertas à comunidade.

Para já, avança o período de formação, prevendo-se que o projeto propriamente dito possa arrancar dentro de um mês. Para envolver ainda mais os utentes, será eleito todos os meses um idoso para ser o “embaixador” desta atividade.

Esta resposta vem juntar-se a outras que a instituição tem em curso. Recorde-se que, já neste contexto de pandemia, lançou o projeto “Cuida Mais”, através do qual distribuiu tablets por todos os idosos do Centro de Dia, um equipamento com múltiplas funcionalidades que pode ser facilmente acionado em situação de urgência mas que inclui também um amplo conjunto de atividades ocupacionais. De acordo com Teresa Sousa, trata-se de um equipamento interativo que “vem acompanhar e apoiar os idosos, minimizando o seu isolamento”.

Refeitório social serve cerca de 500 pessoas por dia

A Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (ACERSI) continua a servir cerca de 500 pessoas no seu Refeitório Social. De acordo com Ana Cristóvão, diretora técnica da instituição, durante a pandemia “foram servidas cerca de 800 refeições por dia, a cerca de 500 pessoas”, sendo que algumas iam buscar almoço e jantar.

“Foi um ano completamente atípico, em que tivemos que dar resposta a situações que não eram conhecidas nem previsíveis, com muitas pessoas a ficarem confinadas, sem qualquer rede de suporte”, explica.

A instituição procurou ajustar-se para não fechar portas e, com uma equipa de cerca de 25 pessoas, assegurou sempre a resposta aos seus utentes e a outros que foram aparecendo.

Quando nos contactavam, a própria instituição não podia estar à espera de estruturar respostas, tinha que assegurar uma resposta imediata. As pessoas não podem esperar para ter medicação, alimentação, compras… Garantimos a resposta e mantivemos sempre a instituição aberta. Sabíamos da necessidade de muitas centenas de pessoas de ter este serviço aberto”, realça.

Apostou logo no serviço do take away, resposta que ainda mantém, uma vez que com o distanciamento obrigatório não é possível garantir uma resposta a todos no refeitório.

O número de pessoas apoiadas mantém-se e não há, para já, sinais de melhoria. Ana Cristóvão explica que “esta pandemia abateu-se de maneira particularmente intensa sobre os que já tinham muito pouco ou nada e esses vão levar muito mais tempo a reerguer-se porque não têm alicerces familiares e sociais onde se apoiarem”. Houve, contudo, também novas situações de carência, de pessoas que nunca antes tinham tido necessidade de recorrer a esta ajuda e que agora o fizeram, sobretudo pessoas que tinham trabalhos com vínculos precários ou inexistentes. Chegam ao Refeitório Social, para ir buscar a sua refeição de forma gratuita, encaminhadas e sinalizadas pelos serviços de atendimento da Segurança Social.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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