24 de Janeiro de 2026 | Coimbra
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Sansão Coelho

NOVO ANO, VIDA PERIGOSA

9 de Janeiro 2026

Novo ano, por certo a merecer cartune do nosso Joaquim Belisário. Novo Ano e Vida Perigosa. Expresso este ponto de vista pelas crises, chamar crise é um eufemismo, que se desenrolam pelo mundo e que nos podem afetar na Europa, em Portugal, nas nossas terras porque isto anda tudo ligado. Trump capta Maduro na Venezuela, a Ucrânia continua a sofrer as investidas da Rússia, África tem áreas de fortes conflitos, Taiwan receia a China, Groenlândia, amedrontada, a olhar para o lado perante intenções americanas. Fortalecem-se blocos de países e não há sintonia entre esses grupos, pelo contrário. Peguei no almanaque BORDA D´ÁGUA deste fresco 2026 e leio, na última página, no Juízo do Ano, de autoria de Diana Fernandes, referência a que este ano, no calendário chinês, é o Ano do Cavalo de Fogo que traz energia, coragem e vontade de andar para a frente. Ao menos, no simpático BORDA D´ÁGUA, REPORTÓRIO ÚTIL A TODA A GENTE, assim se subtitula, lemos palavras de esperança com um remate de que é preciso viver feliz até ao último dia. Assim seja, mas não estou otimista e, embora não seja um pessimista militante, prevejo que vai ser um ano de preocupações.

 

MAIS VALE PREVENIR

Muitas vezes atribuem-me uma faceta de cidadão defensivo ou mesmo pessimista. Isto é: falo muito em prevenção e perfilho o adágio de que mais vale prevenir do que remediar; todos os cuidados são poucos; cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém; gato escaldado de água fria tem medo; quem tem rabo de palha não se aproxime do fogo…e fico por aqui quanto a ditados populares que são expressões de sabedoria e prevenção, de segurança e de alerta. No entanto, verificamos que entre nós ou na estranja há, muitas vezes, falta de prevenção. O ano entrou com a notícia de uma discoteca ou bar em Crans-Montana, na Suiça, onde um incêndio causou cerca de 40 mortes e mais de uma centena de feridos. Ficámos a saber, pelos média, que o bar não era inspecionado há cerca de cinco anos. A prevenção tem de existir a todo o momento e em quase todas as circunstâncias. Neste tempo de Natal e Ano Novo voltámos a ter várias promoções televisivas alertando para o perigo nas estradas portuguesas e qual foi o resultado? Tivemos um aumento preocupante de mortos, foram 38 as pessoas que morreram, 127 feridos em estado grave e 1643 feridos ligeiros. Houve um acréscimo em relação ao ano anterior. Pergunto: a banalização dos conselhos e apelos à segurança rodoviária estará a reduzir a eficácia?

 

BRIOSOS

Escutei o relato do último jogo Atlético-Académica/OAF pela RUC- Rádio Universidade de Coimbra onde colaborei há quase sessenta anos e pela qual continuo a ter particular afeto e admiração. A dado momento os repórteres deram conta de estar a ruir uma parte de um muro perto dos adeptos da Briosa. Fiquei em suspenso e preocupado. Felizmente, houve apenas dois adeptos com arranhões. Devo, contudo, salientar dois momentos perante o que escutei na RUC: o árbitro parou o jogo para se certificar do que acontecera e admirei o capitão de equipa da Briosa, Leandro Silva, que foi junto dos adeptos inteirar-se do que se passava. Merece um aplauso pois é um talentoso jogador e também um enorme e brioso capitão. Li, posteriormente, que o Atlético ofereceu aos dois adeptos com lesões uma camisola daquele simpático clube. Gesto lindo. Também a prevenção será sempre lindo gesto.


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