1.
A minha filha Ana foi à Polónia e visitou campos funestos do Holocausto. Trouxe um livro que me ofertou: Auschwitz e Birknau, comprado nos locais, onde se passaram uma das maiores carnificinas da história, perpetradas pelo ditador Hitler e seus acólitos.
O livro, apesar da grafia da capa e de algumas fotografias de qualidade, desiludiu-me.
Conta-nos uma história, brevemente contada, deselegantemente apresentada. Uma autobiografia incompleta.
As histórias que possuo, sobre o caso, dizem-me muito mais do que este livro, editado pelo Museu Estatal dos Campos de Concentração, consumado para angariar fundos com o fim de preservar (espero) os lugares de desespero e morte de tantos homens, mulheres e crianças.
Um livro medíocre. Que pena!
2.
A Académica-OAF, continua a desiludir-nos. Mais um empate. Posso apelidá-la de clube empata. Empata a cidade, empata os adeptos que, cada vez são menos, empata-me a mim, fervoroso adepto.
Não vejo esta Académica honrar os pergaminhos da sua origem. Desilusão.
3.
Dizem-me as notícias que o Metrobus entre Coimbra e Serpins, começa a funcionar no dia 16 de Dezembro. O mês do Natal. Talvez seja uma oferenda aos seus prováveis utilizadores, como recompensa dos seus vários adiamentos e das embirrações que o entorpeceram. Não olvido as memórias encovadas: os carris e os seus comboios.
Aliás Coimbra, tem aversão aos carris. Recordem-se os fenecidos eléctricos.
Quem confirma esta inauguração, é o Presidente da Câmara de Miranda do Corvo. Assim seja, apesar de tudo.
4.
Deu à estampa um livro magnifico de seu nome, A Universidade de Coimbra E Seus Estudantes Aos Olhos Dos Viajantes Estrangeiros (1581-1879), 298 Anos de Fragmentos Literários, da autoria de Carlos Xavier Ramos e editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Um livro volumoso, mas todo ele sedutor. Sob o ponto de vista histórico é de impressionante rigor.
Parabéns ao Autor e à Editora.